TUDO O QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE FONTES DE JUVENTUDE

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Tudo o que você deve saber
sobre as novas "Fontes da Juventude"


  Dr.  Rogério  M. Alvarenga Médico - CRM-RJ 23.389-0 

Graças a evolução da Medicina e principalmente nas últimas décadas com as pesquisas feitas em Medicina Ortomolecular, os estudos genéticos, bioquímicos e a Biologia Molecular, a vida média do ser humano teve um aumento significativo, mas mesmo assim nós ainda temos diversas barreiras a ultrapassar e ainda buscamos o corpo, a pele, os cabelos perfeitos de um jovem no corpo cronológico que não é aquele que nossa mente deseja.

Resumo dos acontecimentos entre os 30 e os 60 anos


· Antioxidantes ·

O grande vilão do equilíbrio químico do organismo são os "Radicais Livres". Os Radicais Livres são definidos como um átomo ou um grupo de átomos com um elétron não emparelhado ou seja a perda de um elétron da camada mais externa desse átomo. São produzidos por fontes exógenas - fumo, radiações, álcool, agrotóxicos, determinados metais (metais tóxicos), poluição ambiental, alguns tipos de alimentos, especialmente as carnes vermelhas e por fontes endógenas -certos hormônios e substâncias produzidas pelo próprio organismo.
A Medicina Ortomolecular surgiu justamente para corrigir os desequilíbrios químicos provocados pelos Radicais Livres" e essas substâncias (Radicais Livres) desempenham papel importante nas doenças e no envelhecimento. Porém num organismo equilibrado e saudável, elas são logo destruídas. Se a presença dos Radicais Livres contribui para "bagunçar" bioquimicamente o organismo, a falta ou deficiência de vitaminas, sais minerais, oligoelementos e aminoácidos complica ainda mais a situação.
Então os antioxidantes, tantos os produzidos pelo nosso organismo, quanto os que ingerimos em nossa dieta ou por suplementação oral, ajudariam a anular os efeitos dos Radicais Livres antes que eles entrem em ação.
A suplementação através de antioxidantes ajudaria a proteger contra moléstias cardíacas, o câncer e os processos involutivos do envelhecimento e, já há evidências que se devem usar antioxidantes diferentes, pois estes têm melhor resultado sobre os diferentes tipos de Radicais Livres.
Entre os antioxidantes deve-se destacar:

· Vitamina C ·

É o mais efetivo dos antioxidantes, capaz de neutralizar 100% dos Radicais Livres que são cancerígenos em potencial, além de diminuir os problemas cardíacos, o envelhecimento celular, a senilidade e envelhecimento precoce associados a deterioração mental, supressão do sistema imune, alteração do DNA e RNA formado, diminuição da elasticidade do tecido pulmonar, provocando enfisema e até câncer. A Vitamina C também é um importante fator nutricional, com ação de aumentar a resistência à infecções, também suprime as necessidades de fumantes e pessoas sob stress agudo. É importante na formação de colágeno e cicatrização. Diminui o colesterol sangüíneo, fortalece o sistema imunológico, tem ação laxativa natural, auxilia o tratamento e a prevenção de resfriados. Também suplementa a necessidade em casos de carência gerada por uso de Anticoncepcionais, aspirina e a presença de monóxido de carbono (em especial os fumantes e os expostos a grandes poluições ambientais). Possui também ação energizante. É utilizado sob forma de "Ácido Ascórbico" ou mais modernamente sob sua forma ativa, que é o "Ascorbato", não ácido, não irrita o estômago e mais ativo que o Ácido Ascórbico tradicional. Apresenta-se em diversas doses, em comprimidos, cápsulas, pó à granel e líquido e para uso tópico na pele para combate as rugas.

· Vitamina E ·

É um antioxidante ativo, impedindo a oxidação dos ácido graxos (colesterol, em especial o LDL-Colesterol ), da Vitamina A, do Selênio, dos Aminoácido Sulfurados (que tem Enxofre e auxiliam o fígado na detoxicação de metais pesados) e da Vitamina C. Sua ação antioxidante previne o câncer, retarda o envelhecimento e estimula o sistema imune. Age como vasodilatador e anticoagulante, podendo ser usado em vez do AAS em pessoas que apresentem tendência a ulcera gástrica e gastrites, na prevenção de trombose. Também aumenta a resistência, pois fornece oxigênio para o organismo evitando a fadiga. Protege o pulmão da ação dos Radicais Livres. Tem ação preventiva contra abortos. Alivia cãibras e distensão muscular. Suplementa as carências geradas na Menopausa, em gestantes, na Tensão Pré-Menstrual, na Displasia Mamaria, em lactantes, fumantes e usuárias de anticoncepcionais. Normalmente é apresentada em forma oleosa , sob forma lipossolúvel de Acetato de Tocoferol. Também existe uma forma hidrossolúvel, em pó, sendo esta forma muito ativa no combate ao câncer, em especial ao de mama e pulmão.

· Selênio ·

Retarda o envelhecimento, combate a Tensão Pré-Menstrual, preserva a elasticidade dos tecidos, previne o câncer e neutraliza os Radicais Livres. Em homens, aumenta a potência sexual, o interesse sexual e supre a carência gerada quando o Selênio é perdido com o sêmen. Apresenta-se em forma de quelatos.

· Zinco ·

Aumenta a energia, a acuidade mental, é antioxidante, retarda o envelhecimento, controla a manutenção do sistema enzimático e celular, é indispensável para a produção de proteínas, auxilia a contração muscular, participa na formação da insulina (importante para os Diabéticos), é importante para a cicatrização de ferimentos, age na produção dos órgãos reprodutivos, diminui o colesterol, age contra pessoas expostas a constantes situações de stress, estimula o sistema imunológico e o apetite sexual. É necessário equilibrar o seu uso concomitante com o do Cobre, para não haver prejuízo deste, pois se o Zinco for ingerido sem a devida proporcionalidade com o Cobre, haverá prejuízo para o organismo.

· Cromo ·

Aumenta a energia, regula o açúcar do sangue e estimula a produção de insulina (importante para os Diabéticos), evita a pressão alta e auxilia nos tratamentos de emagrecimento, pois faz diminuir a "fissura" por doces e açúcar. É apresentado em forma de Cromo Picolinato e GTF (com Fator de Tolerância a Glicose).

 · SOD (Superóxido Dismutase) ·

Elimina os Radicais livres, mantém a energia. Auxilia a eliminação de toxinas e tem ação Anti-Stress. Tem excelente ação da doenças Reumáticas. Sua apresentação normalmente é de uso Sublingual, seja comprimidos ou gotas.

· Ginkgo Biloba ·

Utilizada na Medicina Chinesa há milhares de anos e a ciência moderna, recentemente vem descobrindo a multiplicidade de ações benéficas dessa planta no organismo humano, desde o combate aos Radicais Livres, nos distúrbios circulatórios, nos processos de perda de memória, envelhecimento cerebral, na prevenção da Doença de Alzheimer, no Diabetes, em produtos para retardar o envelhecimento cutâneo e diversas outras aplicações, sempre se baseando em sua ação de destruidor de Radicais Livres. Apresenta-se para uso oral e em cosméticos.

· Coenzima Q-10 ·

É uma substância que também diminui com o avançar da idade, especialmente nos tecidos do fígado e do coração, participando, assim, do envelhecimentos desses órgão, em especial. Melhora os sinais e sintomas da Insuficiência Cardíaca, como: dispnéia (falta de ar), palpitações, pernas inchadas, diminui a Asma Cardíaca, o edema pulmonar e a necessidade de hospitalizações constantes. Age também na Insuficiência Coronariana, melhorando o prognóstico a longo prazo após a ocorrência de um Infarto do Miocárdio. Também previne a formação de placas de colesterol nas artérias e diminui a viscosidade sangüínea ( o sangue fica mais fluído).
Na Hipertensão Arterial, observa-se uma redução após 4 a 12 semanas de tratamento. Age também nas arritmias cardíacas (Arritmias Ventriculares). Atua também em pessoas que apresentam prolapso da válvula mitral.
Entre outras indicações, também é utilizada nas Doenças Imunológicas, pois aumenta a relação de linfócitos CD4/CD8 em portadores de HIV e doenças consumptivas. Diminui a incidência de infecções oportunistas. Melhora o transporte de oxigênio aos tecidos em portadores de doenças pulmonares obstrutivas. Tem uma boa atividade em algumas formas de Distrofias Musculares.
No Diabetes Mellitus sua ação é excelente, pois diminui os níveis de glicose no sangue (importante para os Diabéticos). Tem sido utilizada também nas Doenças Periodontais, pois aumenta o ritmo de cura do tecido da gengiva, melhora o edema, o sangramento e a dor.

· Sulbutiamina ·

É um derivado da vitamina B1, que age no cérebro aumentando a liberação de Dopamina, um neurotransmissor cerebral essencial para as atividades de bem estar físico e mental. Reduz o cansaço físico, mental, sendo indicado no tratamento de fadiga física, dificuldade de aprendizagem em estudantes, no desinteresse sexual (tanto masculino quanto feminino), na fadiga crônica, na fadiga da mulher na menopausa, nas pessoas que vivem em constantes situações de stress.

· DMAE ·

Substância precursora da Colina. É também um varredor de Radicais Livres. Por se tratar de um produto natural e de muito baixa toxidade pode ser usado sem preocupação por vários tipos de pacientes, tomando o cuidado somente com as pessoas portadoras de Epilepsia. Sua utilização é necessária em tratamentos de ativação de memória, na prevenção do envelhecimento cerebral, na Depressão (quadros não-psicóticos), na fadiga, na esquizofrenia e na hiperatividade.
Nos Estados Unidos, o FDA autorizou a comercialização do DMAE, enfocando sua atuação efetiva nas seguintes indicações:
  • Síndrome da fadiga crônica
  • Depressão leve
  • Distúrbios de comportamento, associado à hiperatividade
  • Problemas de aprendizado (diminuição da compreensão e/ou da concentração)
  • Dificuldade da leitura e/ou fala
  • Distúrbios compulsivos e/ou impulsivos descritos como associal, anti-social ou delinqüente
  • Demência senil
  • Melhora da contração muscular
  • Antioxidante, atua sobre o envelhecimento
Outros benefícios com a suplementação do DMAE:
  • Implementação da inteligência
  • Aumento da Memória
  • Aumento da capacidade de aprendizado
  • Melhora do humor e energia mental e física.
O DMAE tem sua ação aumentada com a suplementação concomitante de vitamina B5 (Pantotenato de Cálcio), Colina, Lecitina de Soja, L-Fenilalanina, L-Tirosina, Acetil-L-Carnitina e Ginkgo Biloba.
DMAE tópico e o "Efeito Cinderela"
Alguns estudos apresentados no Meeting da Academia Americana de Dermatologia demonstraram que o DMAE, exerce efeito positivo no combate à flacidez e na melhoria do aspecto da pele, apresentando resultados imediatos e a longo prazo.

Os bons resultados estariam relacionados com a diminuição de rugas finas e um efeito "lifting" na pele da face, além de deixá-la mais macia e de reduzir a severidade das rugas ao redor dos olhos.
Efeito "Cinderela" + resultados duradouros
Segundo alguns trabalhos apresentados, a melhora pode ser percebida em 30 a 60 minutos após a aplicação do produto (em forma de cremes, géis ou gotas), provocando o chamado efeito "Cinderela" (desaparece após a remoção do mesmo). Com o uso continuado da medicação os resultados tornam-se duradouros, dando firmeza à pele e melhorando aspectos do envelhecimento cutâneo.

Os resultados são mais perceptíveis com cerca de 3 meses de uso, quando foram percebidas melhoras significativas na flacidez da região das sobrancelhas, rugosidade da pele, flacidez da região dos olhos e das pálpebras. Houve, também, melhora na elasticidade e firmeza da pele do rosto e do pescoço.
 

· Acetil-L-Carnitina ·

Derivada do processo de queima de gorduras. os triglicérides do organismo são convertidos, por ação química interna, em ácidos gordurosos (ácidos graxos) e liberados na corrente sangüínea juntamente com ação do aminoácido L-Carnitina, onde serão oxidados. É importantíssimo para a memória e para o sono. Age sobre a atenção, concentração e a inteligência lógica.

· Fosfatidil-Colina ·

Auxilia na preservação da integridade dos neurônios do cérebro, é essencial para a manutenção das membranas celulares, especialmente as das células cerebrais. Melhora a memória, o sono, os processos de aprendizagem e fixação do aprendido.

· Fosfatidil-Serina ·

Também é uma substância natural do organismo. Trata-se de um fosfolipídio (espécie de gordura do organismo) presente na membrana das células, especialmente as do cérebro. Sua ação é de aumentar os níveis da Dopamina e da Acetil-Colina no cérebro. ë utilizada nos tratamentos para combater o envelhecimento cerebral, perda de memória e na Doença de Alzheimer.

· DHEA ·

Ele é um entre mais de 100 hormônios produzidos pelas glândulas Supra-Renais. O DHEA seria o "pai" dos hormônios sexuais. O DHEA (Dehidroepiandrosterona) é o precursor dos hormônios sexuais, produzido pelas glândulas Supra-renais. É um componente essencial da maior parte das funções fisiológicas.
organismo utiliza-o para fabricar os hormônios sexuais TestosteronaEstrogênio e ProgesteronaIndiretamente, o DHEA provoca também um aumento do nível de IGF-1 (um metabólito do hormônio de crescimento), o que constitui uma das explicações dos seus benefícios para a saúde.
 
O DHEA circula no corpo principalmente sob a sua forma hidrossolúvel, o Sulfato de DHEA (S-DHEA) que pode-se facilmente medir no sangueA sua principal ação, que vem sendo exaustivamente pesquisada pelo Prof . Baulieu, na França, é que demonstra que o DHEA aumenta o Fator de Crescimento denominado IGF-I, que age sobre o desenvolvimento dos ossos e dos músculos, sobretudo durante a adolescência. Esse Fator de Crescimento, fabricado no fígado, aumenta muito sob ação do Hormônio de Crescimento. Portanto, os efeitos positivos do DHEA provêm certamente em parte da ação deste IGF-I.
Fora do seu papel como precursor dos hormônios sexuais,o DHEA está em relação oposta a produção dos hormônios corticosteróidesque são produzidas pelas glândulas supra-renais em reação ao Stress. Logo, se o stress é um fator essencial do declínio do DHEA, a partir da idade de 30/35 anos, acompanha-se de uma susceptibilidade acrescida às doençasque vai junto com a aceleração do envelhecimento.
Os principais benefícios do DHEA são:
  • Uma melhoria importante e rápida do nível de energia e da vitalidade, perceptível após algumas semanas apenas em 82% das mulheres e 67% dos homens (de acordo com um estudo realizado à Universidade de San Diego, Califórnia).
  • Uma estimulação do sistema imune que reforça a resistência às doenças. 
  • Uma melhor resistência ao stress. uma modulação das outras funções hormonais, que pode contribuir para reduzir as perturbações associadas ao menopausa e o andropausa.
  • Re-hidratação cutâneacom melhora da atividade das glândulas sebáceas, produtoras de substâncias que permitem a pele guardar a sua flexibilidade e defender-se contra as agressões microbianas e do ambiente geral.
  • Diminuição da pigmentação ligada ao envelhecimento, em especial a nível do rosto.
  • Melhoria dos tecidos ósseos (sobretudo nas mulheres), interessantes para a utilização em prevenção das fraturas ósseas espontâneas nas pessoas idosas.
  • Uma libido aumentada (freqüência das relações, desejosinais físicos e psíquicos).
  • Uma diminuição da massa gordurosa e aumento da massa muscular.
O DHEA é produzido em laboratório a partir de uma Saponina de origem vegetal denominada Diosgenina. O corpo humano não dispõe das enzimas necessárias para efetuar esta conversão. As alegações sobre produtos que estimulam "naturalmente" a produção de DHEA por conseguinte são privadas de qualquer fundamento.
Sobre os resultados do DHEA em seres humanos, foram realizados vários estudos. Observou-se que a curto prazo foi demonstrado sem ambigüidade que o DHEA melhora a vitalidade e o bem-estar de maneira espetacularreforça o sistema imunológico, reduz os sintomas da Menopausaajuda a prevenir a Osteoporosemelhora as funções neurológicas, a memória e a qualidade do sonoalém da libido tanto masculina quanto feminina e da resposta aos estímulos sexuais.
longo prazo observa-se queem resultados preliminares, o DHEA afeta de maneira positiva a resposta do organismo no que diz respeito ao câncer, as doenças cardiovasculares, ao diabetes, a obesidade, ao lupus sistemático eritematoso e a doença de Alzheimer. Estes estudos estão prestes a comprovar a hipótese básica da teoria endócrina do envelhecimento em que muitas doenças degenerativas e de deterioração funcional resultam da baixa da produção de certos hormônios e, assim, a suplementação hormonal permite pararou mesmo inverter o processo.

· Pregnenolona ·

Já que o DHEA é chamado "pai dos hormônios", a Pregnenolona por dar origem ao DHEA seria a "avó dos hormônios". Acredita-se, pela importância dos estudos da Pregnenolona, que no futuro a Terapia de Reposição da Pregnenolona será tão comum como hoje é a reposição de Estrogênio na menopausa. Devido ser precursor do DHEA, a Pregnenolona, em tese, teria os mesmos efeitos do outro e já foi verificado que até pequenas doses do hormônio melhoram a memória em ratos, assim como auxilia em alguns casos de artrite. Mas como ainda se encontra em pesquisas e a suas ações sobre envelhecimento permanecem pouco conhecidas sob alguns aspectos, a sua indicação terapêutica no estágio atual deve ser restrita a somente casos especiais.

 

· Kawa-Kawa ·

Já era conhecido suas ações desde o início deste século. É obtida a partir da raiz de um uma planta nativa das ilhas do Pacífico Sul. É um fito-fármaco capaz de suprimir os estados de ansiedade e diminuir a sensação de inquietude e tensão do dia a dia. Alem disso, melhora a qualidade do sono, sem diminuir a atenção ou a capacidade de concentração. Também provocam ação de relaxamento muscular e tem ação anti-convulsivante. Age também nos distúrbios psicossomáticos e neurovegetativos, no combate a fadiga, a depressão e ao stress, acabando com o desânimo, a astenia, a ansiedade e a insônia. Tem a vantagem sobre as drogas sintéticas anti-depressivas e tranqüilizantes, pois não causa prisão de ventre, visão borrada, sonolência, nem altera o desejo sexual (pelo contrário, até aumenta), nem retardo a ejaculação e o orgasmo.

· Hormônio de Crescimento (GH) ·

Hoje tem sido a nova "estrela" eleita pela Medicina, pela mídia e pelos artistas de Hollywood. É produzido pela glândula hipófise, sendo mais abundante durante a infância, quando estimula o desenvolvimento de ossos, músculos e órgãos.
O Hormônio de Crescimento é mais um hormônio cuja produção diminui muito com a idade e nos estudos mais recentes mostrou um aumento da força e da massa muscular em adultos, com  sinais significativos de rejuvenescimento físico.
Inicialmente seu uso era feito através de injeções intramusculares ou subcutâneas, de hormônio extraído de hipófises de cadáveres, que na década de 80 descobriu-se que vinha contaminado por diversos vírus, inclusive o HIV.
Uma forma de termos o Hormônio de Crescimento sem esses riscos é através de compostos da Medicina Ortomolecular e com a prescrição da nova geração de Hormônio de Crescimento (GH) feitos por biotecnologia, isentos de contaminantes. Com certeza a reposição do Hormônio de Crescimento será a grande sensação da Medicina moderna neste início de século, podendo até mesmo levar o nosso relógio biológico a prolongar alguns anos com saúde e aspecto físico jovem.



Goji berries
O Goji são pequenas frutas da planta Lycium barbarum, encontrada originalmente no Tibete. Para muitos de nós, essa frutinha pode ser novidade, mas em outros países como na China, já se conhece seus benefícios há milhares de anos, são frutas ricas de antioxidante e por isso, está se popularizando como as bagas anti envelhecimento.
A fruta possui mais de 19 aminoácidos que ajudam a metabolizar as proteínas além de ser rica em Vitamina C, Vitaminas do complexo B, vitamina E e minerais como ferro, magnésio, cobre, potássio, fósforo, manganês, zinco, sódio e selênio.
As bagas ainda são fontes de beta sisterol, betacaroteno, zeaxantina, carotenoides, polissacarídeos e ácidos graxos essenciais como ômega 6 e ômega 3.

Benefícios do Goji berries

Além de ajudar a fortalecer o sistema imunológico, a fruta combate os radicais livres e consequentemente o envelhecimento. Segundo uma lenda, os habitantes do Tibete conseguem ultrapassar os cem anos, graças ao Goji, presente sempre na alimentação dos tibetanos.
Por este motivo é chamada de “Fruta da Longevidade” e existe um ditado que diz, “coma um punhado de goji pela manhã, que ficará feliz o dia todo”. Segundo o povo tibetano diz, a fruta ainda é afrodisíaca, ou seja, ajuda a estimular a libido.
Os antioxidantes da fruta também vão ajudar a combater diversos tipos de câncer e seus minerais, especialmente o selênio, ajuda a reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia. A zeaxantina ajuda a combater as degeneração ocular e a criptoxantinaajuda a prevenir o risco de câncer de pulmão, desde que este não esteja associado ao tabagismo.
Alguns nutrientes do goji, ajudam a regular os hormônios e ajuda na produção do hGH (Hormônio de Crescimento):
·                  Tiamina: Favorece o bom funcionamento da tireoide e converte os carboidratos em energia.
·                  Cálcio: Esse mineral ajuda a reduzir a gordura corporal, além de ajudar a manter os ossos saudáveis.
·                  L-arginina : Esse aminoácido ajuda a aumentar os níveis de hormônios do crescimento no sangue.
·                  L-glutamina : Além de contribuir com a produção do hGH, esse aminoácido ajuda a aumentar a massa magra.
·                  Potássio : Esse mineral é importante para o funcionamento da glândula pituitária, que produz o hormônio de crescimento.

Como o goji ajuda o emagrecimento?

O Goji é conhecido na Medicina Chinesa pelos seus benefícios tanto para a saúde como para emagrecer. A fruta, ajuda a controlar o apetite e reduz os desejos por doces e carboidratos, além de ajudar a reduzir a glicemia do sangue, devido ao cromo, substância presente na fruta, que também ajuda a preservar a massa magra.
Além disso, as bagas aumentam a produção do hormônio de crescimento, que como sabemos, auxilia o corpo a gastar o estoque de gordura acumulada.


Os 18 superalimentos que fazem bem para saúde do coração
 
Embora as mortes por doenças cardíacas tenham caído nos últimos anos, elas ainda são a causa de morte número um entre os americanos. A boa notícia é que já se conhece uma gama enorme de formas de prevenir este quadro, e, claramente, a alimentação tem papel fundamental nisso.

Saiba quais são os 18 superalimentos que podem fazer toda a diferença neste sentido. Confira.

1. Salmão

O salmão e outros peixes ricos em gordura como a sardinha são as estrelas de uma alimentação saudável. Isso porque contêm grandes quantidade de ômega 3, demonstrado em estudos como importante para diminuir o risco de arritmia e aterosclerose, além de diminuir as taxas de triglicérides. A American Heart Association recomenda comer peixes deste tipo pelo menos duas vezes por semana.

2. Aveia

A aveia é rica em fibra solúvel, que pode diminuir o colesterol. Ela age como uma esponja no trato digestivo, e absorve o colesterol. Evite a versão instantânea, que geralmente vêm com açúcar; aposte na versão tradicional.

3. Mirtilo

De acordo com um estudo recente, mulheres entre 25 e 42 anos que comem mais de três porções de mirtilo e morango por semana tem 32% menos chances de ter ataques cardíacos. Os autores do estudo atribuem o benefício a um componente conhecido como antocianina, que diminui a pressão do sangue e dilata as veias sanguíneas.

4. Chocolate amargo

Diversos estudos mostram o chocolate amargo como benéfico para o coração. Um deles, de 2012, mostrou que o seu consumo diário reduz as chances de ataque cardíaco não-fatal e AVC. As descobertas se aplicam a versão escura, com mais de 70% de cacau. O chocolate amargo contém flavonóides chamados de polifenóis, que ajudam com a pressão sanguínea e a inflamação. Infelizmente,o chocolate ao leite e outros tipos de doces nao tem este mesmo papel na proteção do coração.

5. Frutas cítricas

Mulheres que consomem grandes quantidades de flavonóides encontrados na laranja e na toranja têm 19% menos risco de acidente vascular cerebral isquêmico. As frutas cítricas também são ricas em vitamina C, que está relacionada ao menor risco de doenças do coração. Fique longe, no entanto, de sucos cítricos cheios de açúcar.

6. Soja

Os produtos derivados da soja, como o tofu ou o leite de soja, são uma boa forma de adicionar proteína a sua dieta sem gordura e sem colesterol. Os produtos de soja são ricos em gorduras poliinsaturadas, que são boas para o coração, além de ter vitaminas, fibras e minerais. Além disso, a soja reduz a pressão do sangue em pessoas que têm uma dieta rica em carboidratos refinados. A soja , no entanto, deve ser evitada em abuso por homens pois por conter uma espécie de hormônio feminino em sua constituição, pode com o uso constante, elevar os níveis de Estradiol (hormônio feminino) nos homens.

7. Batatas

Não há motivos para fugir das batatas: contando que não sejam servidas fritas, elas podem fazer bem ao coração. São ricas em potássio, que pode diminuir a pressão do sangue. Também são ricas em fibras, que pode diminuir o risco de doenças cardíacas e elas definitivamente têm um monte de benefícios para a saúde

8. Tomates

Assim como as batatas, os tomates são ricos em potássio, além de serem uma ótima fonte de licopeno, um carotenóide que pode ajudar na luta contra o mau colesterol, mantendo as veias sanguíneas abertas e diminuindo o risco de doenças cardíacas. Também tem poucas calorias e não possuem muito açúcar, por isso, não trazem grandes males para a dieta.

9. Castanhas

Alimentos como nozes, amêndoas, pistaches, amendoins, castanhas e macadâmias contém vitamina E, que é importante para baixar o mau colesterol. Alguns deles, como as nozes, também contém ômega 3. No passado, algumas pessoas evitavam as nozes porque são ricas em gordura, mas a maioria dos estudos mostra que as pessoas que consomem diariamente são mais magras do que as que não consomem. Aposte nas versões naturais, sem sal.

10. Vegetais

Legumes como feijão, lentilhas e ervilhas são uma excelente fonte de proteína. Um estudo mostrou que pessoas que comem legumes pelo menos quatro vezes por semana têm 22% menos chances de desenvolver doença cardíaca. Além disso, eles controlam a pressão do sangue em pessoas com diabetes.

11. Azeite extra-virgem

Um estudo mostrou que pessoas com alto risco de doença cardíaca que seguiram a dieta mediterrânea (rica em grãos, frutas e vegetais), complementada por castanhas e pelo menos quatro colheres de sopa de azeite de oliva reduziram o risco de ataques, AVC e morte em até 30%. Isto porque ele é uma boa fonte de gordura monoinsaturada, que reduz tanto o colesterol quanto os níveis de açúcar no sangue. A própria azeitona, tanto a verde quanto a preta, é uma fonte de de gorduras boas.

12. Vinho tinto

O vinho tinto, em pequenas quantidades, tende a diminuir o risco de doença cardíaca (em grande quantidade, como mais de uma taça por dia, pode, ao contrário, aumentar este risco). Embora alguns digam que o polifenol encontrado no vinho tinto, o resveratrol, traga um benefício adicional à bebida, pesquisas sugerem que qualquer tipo de bebida alcoólica, com moderação, funciona.

13. Chá verde

Favorito na Ásia, o chá verde tem se tornado cada vez mais popular em todo o mundo devido aos seus benefícios à saúde. Um estudo recente, mostra que tomar quatro ou mais xícaras por dia reduz o risco de doença cardíovascular e derrame em 20%. Os antioxidantes conhecidos como catequinas são os responsáveis pelo efeito.

14. Brócolis, espinafre e couve

Os vegetais verdes podem trazer benefícios extras ao seu coração. Eles são ricos em carotenóides, que atuam como antioxidantes e liberam o corpo de potenciais componentes prejudiciais. Eles também são ricos em fibras e contém toneladas de vitaminas e minerais. A couve, particularmente, também é rica em ômega 3.

15. Café

Outra bebida consumida em larga escala, o café, pode trazer benefícios ao coração. Um estudo mostrou que, para homens e mulheres que tomam seis ou mais doses diárias têm o risco cardíaco diminuído em até 15%. Outra pesquisa mostrou que apenas duas xícaras por dia podem diminuir as chances de se desenvolver doenças cardiovasculares e AVC em até 30%.

16. Sementes de linhaça

As sementes de linhaça, assim como a chia, são ricas em ômega 3. Esta é uma das razões pela qual elas fazem bem ao seu coração. A outra é o fato de possuírem fibras. Tente combiná-las com outros alimentos saudáveis, como mirtilos, aveia ou mesmo batida com leite de soja e uma fruta.

17. Abacate

Assim como o azeite de oliva, o abacate é rico em gordura monoinssaturada, que pode diminuir o risco de doenças cardíacas. Esta fruta também é carrega de antioxidantes e potássio. Você pode comê-lo sozinho, como fruta mesmo, ou em uma receitinha de guacamole, que também leva tomate e ajuda a melhora a saúde do coração.

18. Romã

O romã contém inúmeros antioxidantes, incluindo polifenóis e antocianinas que ajudam a evitar o endurecimento das artérias. Um estudo com pacientes doentes mostrou que uma dose diária de suco de romã, ao longo de três meses, resultou em melhorias no fluxo sanguíneo. No entanto, vale lembrar que é preciso manter variedade na alimentação. Se você nao gosta de romã, aposte nas maçãs, que também são ricas em muitos componentes importantes para a saúde do coração.

· RESTRIÇÃO CALÓRICA (EMAGRECIMENTO) ·

Quem come menos pode viver muito mais, dizem alguns cientistas americanos e europeus. Os ratos de laboratório que comem menos (1/3 menos da alimentação habitual) vivem o dobro. Os resultados se repetiram em peixes e alguns insetos. As experiências em símios (macacos) até agora tem apresentado resultados satisfatórios e o que observamos em seres humanos é que os magros normalmente vivem mais que os obesos. O emagrecimento e´ muito importante quando avaliamos um paciente no que diz respeito ao Envelhecimento sob o ponto de vista Estético.
Para auxiliar o emagrecimento, alem da dieta hoje dispomos de diversos elementos naturais (fitoterápicos, vitaminas, minerais e aminoácido) assim como de drogas de novíssima geração que auxiliam o emagrecimento.

MINERAIS:

Entre os minerais temos o Zinco, o Cromo (que ajuda a reduzir o desejo por doces), o Vanádio e outros.

AMINOÁCIDOS:

Entre os aminoácido temos:

L-Carnitina

Auxilia a queima de gordura e aumenta a massa muscular. Este aminoácido deve ser tomado de preferência antes de exercícios, fora de refeições e sua forma líquida costuma ser mais ativa do que a em comprimidos.

L-Glutamina

É um aminoácido derivado do Ácido Glutâmico. A sua captação é menor nos obesos. A suplementação dietética com L-Glutamina, proporcionou uma perda de peso em torno de 10%. Tem a vantagem de mesmo em doses altas, não apresentar toxidade, pois é um nutriente. Também tem apresentado ótimos resultados, sendo uma promissora terapêutica, para dependentes de álcool. Na obesidade, alem de sua ação na queima de gorduras, age também como um inibidor da oxidação das gorduras. É apresentado em comprimidos e preferencialmente deve ser utilizado em forma de pó (à granel), dissolvido em água, fora das refeições.

SIBUTRAMINA:

O Sibutramina é uma amina terciária, metabolizada pelo fígado onde dá nascimento à dois metabólitos ativos farmacologicamente: o desmetilsibutramina e o didesmetilsibutramina.
Os mecanismos de ação (figura ao lado) dos metabólitos da Sibutramina são baseados na inibição recaptura a Serotonina, a Noradrenalina (e da Dopamina), e apresentariam duas atividades:
- diminuição da ingestão alimentar (diminuição do apetite por prolongação da sensação saciedade);
- aumento dos gastos energéticos por aumento do termogenêse e/ou por aumento da atividade locomotora.
Portanto, ela aumenta a saciedade e reduz o apetite ao mesmo tempo. Pode ser usado a longo prazo sem riscos para o usuário. As pesquisas sugerem que a Sibutramina não tenha potencial de abuso, não levando a dependência física. A dose diária deve ser recomendado por Médico especialista em Obesidade.




Os fitoterápicos poderosos que prolongam a saciedade,

 bombardeiam a gordura localizada e blindam as células

 contra a invasão dos carboidratos!


Citrus Aurantium
Extraído da laranja amarga, o Citrus Aurantium acelera o metabolismo, promovendo uma maior queima de gordura. O Citrus Aurantium possui uma substância chamada Sinefrina que possui uma ação próxima a daefedrina, proibida no Brasil porque aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial. Já a Sinefrina é mais segura, pois não interfere no sistema cardiovascular, ativando o metabolismo através dos receptores existentes nos tecidos gordurosos.

Para quem malha, os benefícios são ainda maiores, pois o Citrus aurantium estimula a produção de adrenalina, a qual nos deixa mais ativos, com mais disposição, melhorando a performance e, se o treino incluir musculação, há ainda o aumento de massa magra, pois o Citrus aurantium deixa os aminoácidos mais acessíveis para a formação de proteínas, essencial na construção dos músculos.

Ainda há outros benefícios como efeito diurético, digestivo e protetor do estômago e desintoxicador do fígado. Além disso, não relatos de efeitos colaterais. Há estudos comprovando que o Citrus ajuda a aumentar a massa magra, pois melhora o aproveitamento das proteínas que constroem os músculos.
Pholia Magra
Essa planta brasileira oferece o pacote completo para reduzir medidas, pois contribui para a queima da gordura localizada, principalmente do abdômen. A Pholia Magra é um suplemento alimentar natural auxiliar nos tratamentos de emagrecimento.
Apesar de ser uma planta nativa do Brasil da família botânica Boraginácea, ela é sensação nos Estados Unidos e na Europa há mais de 2 anos. É constituída de alantoína, cafeína, potássio, taninos e óleos essenciais. Estes vários princípios ativos em grande concentração, atuam como redutores de peso com ação em gorduras localizadas, principalmente no abdômen, além de atuar como estimulante do sistema imunológico, também age no sistema nervoso, o que ajuda a controlar o apetite e aquela compulsão por comida.
Ela também pode estimular o sistema imunológico e evitar o acumulo de gordura nas paredes das artérias coronarianas, o que ajudaria a prevenir os problemas cardíacos relacionados com o sobrepeso. Sendo ainda diurética, o que ajudaria a desinchar o corpo. É ainda estimulante e tonificante para rejuvenescimento muscular e da pele.

Segundo pesquisas, a ação da Pholia Magra no organismo, se assemelha aos anorexígenos e outras drogas utilizadas no tratamento da obesidade, porém, por ser um produto natural não possui os efeitos negativos que essas drogas têm.

Pholia  Negra
Manipulada em cápsulas, essa planta retarda o esvaziamento gástrico, o que significa que a comida demora mais para passar pelo estômago e pelo intestino, garantindo saciedade por mais tempo. Em estudos com animais, ela apresentou efeito similar ao da Sibutramina. Os primeiros resultados apareceram em 30 dias.
Um estudo divulgado recentemente pela Universidade de São Paulo (USP) acaba de confirmar: a Pholia Negra é realmente eficiente no processo de emagrecimento.
A Pholia Negra foi testada durante cerca de dez meses pela professora Maria Martha Bernardi e sua equipe, da Universidade de São Paulo (USP), considerada a maior e mais importante universidade do Brasil.
Os pesquisadores concluíram que a erva é eficaz e segura como emagrecedor fitoterápico.
Pholia Negra é extraída erva I.Lex p., que foi submetida a várias pesquisas até a confirmação de sua eficácia no combate à obesidade. Diante dos resultados positivos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou sua comercialização como produto fitoterápico.
Os testes realizados pela Universidade de São Paulo confirmam: a Pholia Negra reduz a fome. Com ela, o alimento permanece por mais tempo no estômago, prolongando a saciedade. A Pholia Negra também auxilia na redução do colesterol ruim, além disso, a erva tem efeito diurético e redutor dos níveis de glicemia no sangue, o que previne a diabetes.

 
Resultados:
- retarda o esvaziamento gástrico acelerando a plenitude gástrica (sensação de saciedade);
- promove manutenção do peso eliminado por até 12 meses;
- altera o metabolismo de ácido graxos e de glicose, diminuindo a formação de gordura visceral;
- reduz o quociente respiratório, indicando aumento da oxidação de gordura;
- reduz o sobre-peso em 10%
Cassialamina


Os frutos da Cássia nomame, uma planta da família da Fagáceas (Leguminosas), contêm cinco compostos dímeros de flavanos (ou compostos flavonóides) que possuem a capacidade de inibir a enzima Lipase, responsável pela quebra das moléculas de gordura. 
Sem as lipases as gorduras não são digeridas e não são absorvidas pelo organismo.

Entre os cinco dímeros de flavanos presentes no extrato de Cássia nomame o mais potente inibidor da lipase chama-se 2s-3, 4,7-triidroxiflavano catequina.

O extrato é um inibidor da digestão de gorduras, que promove a perda de peso de modo seguro e eficaz.


Num estudo efetuado em 1997 e publicado na revista Phytochemistry, cientistas da Universidade de Okayama no Japão perceberam que extratos da planta Cássia nomame mostraram um “potente efeito inibitório na lipase”. Um dos constituintes flavonóides oligoméricos foi o que demonstrou a ação inibitória mais poderosa, com aproximadamente 30% (cerca de um terço) das moléculas de gordura permanecendo não digeridas nos testes de laboratório (1). O produto possui um mínimo de 8% de fenóis.
Os extratos do fruto de Cassia nomame comportaram-se da mesma maneira que muitas drogas prescritas populares nestes estudos.

Os dados disponíveis sobre a inibição da lipase sugerem que bloquear a absorção de gorduras ajuda as pessoas em dieta a perder peso e mantê-lo, evitando que o peso perdido seja ganho novamente.
BENEFÍCIOS DA INIBIÇÃO DA LIPASE:

Redução da pressão sangüínea, níveis de colesterol sérico, ácido úrico e dos níveis sangüíneos de açúcares.
Efeito positivo em alguns casos de apnéia do sono.
Reduz a incidência de casos em que o peso perdido é ganho novamente.

Slendesta

Substância da batata pode emagrecer, pois aumenta a sensação de saciedade; no Brasil, ela poderá ser encontrada, em breve, em barrinhas e no iogurteCientistas descobriram um componente da batata que tem o poder de emagrecer. Trata-se do Slendesta, que é capaz de reduzir o apetite em 30% e já foi aprovada pelo FDA, agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos. A substância, proveniente da batata, ajuda a reduzir a ingestão de calorias. Trata-se do derivado de uma proteína que prolonga a sensação de saciedadeEm forma de cápsulas, estimula a secreção do hormônio Colecistocinina, relacionado a mecanismos reguladores da fome.
Faseolamina

Obtida do feijão-branco, essa farinha é uma opção para quem não resiste às massas. O feijão branco, consumido por alguns, como salada ou como feijoada possui uma proteína chamada Faseolamina, que de acordo com estudos recentes pode ajudar no processo de emagrecimento.

A Faseolamina é uma glicoproteína que inibe a absorção do carboidrato (amido) encontrado em massas, batatas, arroz, pão, biscoitos, etc. Por este motivo ela pode te ajudar a emagrecer, mas isso só é possível pela ingestão da farinha deste grão.

Além de emagrecer, procure incluir este grão cozido na sua alimentação, ele fornece nutrientes como: cálcio, ferro, potássio, magnésio e outros minerais, e vitaminas E, K, folato e fibras. Uma porção de 2 colheres de sopa tem aproximadamente 57kcal.
Ela reduz em 20% a absorção de carboidratos, pois neutraliza a substância que carrega o amido para dentro das células, contribuindo para a perda de peso. Não adianta encher o prato com feijão- branco: só se obtém o benefício com a ingestão da farinha diluída em água e tomada antes das refeições.

Fucoxantin

Seu nome científico é 
Laminaria japonica, mas também é conhecida por Seaweed, Kombu, konbu, dashima, haidai, Saccharina japonica.· Suporta o metabolismo e descompõe a gordura em tecido adiposo, incluindo a gordura do ventre.
· O primeiro ingrediente derivado de algas marinhas com efeitos termogênicos clinicamente provados.
· Não estimula o sistema nervoso central e não vai causar nervosismo ou falta de sono.


É uma alga parda de grande tamanho podendo atingir 2,5 m. É a alga mais consumida em todo o mundo. A sua recolha é realizada em Maio. Apresenta altos teores de cálcio, magnésio e iodo possui um grande teor de ácido algínico, responsável pela prevenção da contaminação do organismo por poluição ambiental.
Muitas algas apresentam um conteúdo rico em proteínas, vitaminas e sais minerais, polissacarídeos e são amplamente utilizadas na alimentação, principalmente por povos orientais, há cerca de 10.000 anos.

· Fucoxantin é um pigmento marrom carotenóide, que é encontrado nas algas marinhas marrons e promove a perda abdominal de peso e combate o diabete.
· Fucoxantin é um poderoso suplemento nutricional que ajuda a emagrecer naturalmente, regulando o metabolismo, agindo nas funções intestinais e diuréticas, depurando o sangue e desintoxicando o organismo devido a ação simultânea dos Sais Minerais, Vitaminas, Aminoácidos essenciais e oligoelementos. Muito rico em iodo.

As Laminarias são empregadas como coadjuvante no tratamento do hipotiroidismo, sobrepeso, hipercolesterolemia, arteriosclerose, como uma fonte de iodo. Externamente para hemorragias dentais e ulcerações dérmicas dentre outras aplicações.
As Laminarias apresentam ação remineralizante, vitamínica, estimulante do metabolismo geral ativar a tireóide e hipolipemiante. A algina apresenta grande sensação de saciedade gástrica e pela sua capacidade de revestimento das mucosas, apresenta atividade antiulcerosa.

A termogênese é um processo pelo qual o corpo aumenta a taxa metabólica, requerendo a utilização da energia armazenada. Fucoxantin suporta o metabolismo ou a decomposição da gordura no tecido adiposo, incluindo a gordura na barriga e sem estimular o sistema nervoso central.

A fucoxantina consegue provocar a perda de peso reduzindo a acumulação de gordura no organismo. Esta é a principal conclusão de um estudo realizado num modelo experimental por pesquisadores da Universidade de Hokkaido (Japão) apresentado em São Francisco no marco do 232º Congresso Nacional da Sociedade Química Americana.
Este componente da alga marrom conseguiu uma redução de peso de 5 a 10% nos animais que participaram na investigação. Os autores consideram que a substância poderia converter-se num extrato natural ou fazer parte de medicamentos para lutar contra a obesidade.
fucoxantina é o pigmento que dá às algas marrons sua cor característica, bem como o elemento que favorece o processo de fotossíntese. Encontra-se em altas concentrações em vários tipos de algas marinhas marrons.
O pesquisador doutor Kazuo Miyashita assinala que, segundo seu trabalho, realizado em 200 animais, o componente trabalha estimulando a geração de uma proteína, a 
UCP-1, que estimula a oxidação e a conversão de gordura em energia. Esta proteína se acha localizada no tecido gorduroso que rodeia os órgãos internos, sendo que o composto poderia ser particularmente efetivo à hora de lutar contra os depósitos de gordura no abdômen, indica o pesquisador, que destaca que é a primeira vez que se demonstra que um composto natural reduz a gordura atuando na UCP-1.
Por outro lado, o fucoxantin parece estimular ao fígado a produzir um composto denominado DHA, um tipo de ácido gorduroso Omega-3 que reduz o LDLc, que a sua vez contribui à obesidade e a doença cardiovascular.

Comparadas às plantas superiores, as algas marinhas têm um espectro incomparavelmente mais variável, e uma concentração maior de componentes potenciais e materiais ativos utilizados nos alimentos e derivados, ganhando cada vez mais adeptos para uma alimentação saudável e usos farmacêuticos e cosmetológicos derivados dos seus componentes e princípios ativos.
Indicações:
· Emagrecedor
· Antioxidante
· Desintoxicante
· Depuração do sangue
· Suplemento nutricional
· Regulador do metabolismo
· Redução da pressão arterial
· Redução de colesterol
· Melhora a função intestinal
· Ação diurética
· Fortalece o sistema imunológico
· Manutenção e regulação da secreção do hormônio tiroxina na tireóide
· Ajuda no crescimento de unhas e cabelos, deixando-os mais fortes
Koubo
O Koubo é o extrato da cactácea Cereus sp com ação na redução do apetite, principalmente doces, e controle do peso

Conhecido como o ”doce do deserto” o Koubo é uma suculenta e deliciosa fruta muito popular no agreste brasileiro, utilizada amplamente na culinária do norte e nordeste do país em preparações doces, como compotas e geléias.

Estudos científicos e testes laboratoriais constatou que o Koubo possui propriedades importantíssimas no processo de emagrecimento. Verificou-se que o extrato da fruta, ingerida em cápsulas, diminui a vontade de comer doces e atua como moderador natural de apetite, devido sua propriedade sacietogênica (aumenta a sensação de saciedade).
O Koubo – ”o doce que emagrece” ainda favorece a quebra e a eliminação de moléculas de gorduras localizadas.

O Koubo tornou-se um potente extrato natural moderador de apetite e auxiliador no processo de emagrecimento que sacia a fome e, principalmente, diminui a vontade de comer doces.

Devido sua propriedade hiperglicemiante, o Koubo não deve ser utilizado em pessoas com diabetes. O Koubo deve ser manipulado mediante prescrição e quantidade médica.

O Koubo é rico numa série de substâncias, dos quais, podemos citar; os responsáveis pela moderação do apetite (tiramina), redutor de medidas e queima de gorduras (n-metiltiramina), redutor de colesterol-LDL (omega 6 e 9), diurético (betalaina e indicaxantina) e antioxidante (vitamina c).

O Koubo ativa um hormônio do nosso organismo, chamado GLUCAGON, que é responsável pela disponibilização da energia armazenada no corpo, em outras palavras, o Koubo estimula o seu organismo a utilizar suas próprias reservas energéticas (açúcares e gorduras) além de inibir o apetite, principalmente, a vontade de comer doces.
Irvingia Gabonensis (Manga-Africana)
A Irvingia gabonensis também conhecida como Manga-Africana, pode ser ideal para pessoas que querem emagrecer rápido, controlar o peso e melhorar o bem-estar e a saúde do corpo, de forma segura e eficaz, embora seu uso como suplemento dietético seja relativamente recente na cultura ocidental. Na África Ocidental e Central, a Irvingia é mais conhecida como Manga-de-Arbusto, Manga-Selvagem e Árvore-de-Manga-Selvagem, sendo altamente valorizada por sua nozes e frutos amarelos. A Irvingia gabonense contém um alto volume de fibras e assim como a maioria das sementes e nozes, sendo rica em gorduras saudáveis.

A Irvingia influência, pelo menos, cinco componentes-chave do metabolismo das gorduras. Aumenta os níveis de Adiponectina em pessoas obesas, um hormônio secretado por células de gordura para ajudar na sensibilidade a insulina e dar apoio a saúde cardiovascular; inibe a atividade do glicerol-3-fosfato desidrogenase, enzima que converte glicose em triglicerídeos, que em seguida, são armazenadas em células de gordura; restaura a atividade normal da Leptina, o hormônio da obesidade; inibe a ação da amilase, reduzindo o número de calorias absorvidas na ingestão de amido e inibe a formação de novas células de gordura, influenciando na atividade da enzima PPAR Gama.

Até o momento, estudos têm mostrado que é possível perder peso rápido com a Irvingia gabonensis. Isto porque a Manga-Africana é altamente benéfica na perda de peso geral e na redução da gordura abdominal, ajudando na melhora da circulação do corpo. É útil também na redução do colesterol ruim e triglicérides e aumento considerável do colesterol HDL (colesterol bom) em muitos casos, devido principalmente ao seu alto teor de fibras.
Ensaios clínicos e pesquisas têm demonstrado que essa é a fibra solúvel da Irvingia gabonesis é um poderoso agente para perda de peso, vez que tem habilidade de suprimir o apetite e ajudar a perder peso e gordura corporal, auxilia no retardo do esvaziamento do estômago, vez que permite a absorção de açúcares da dieta, o que ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue após as refeições.
 
Nos Estados Unidos, 28 artigos de pesquisa sobre a Irvingia já foram publicados U.S. National Institutes of Health (PubMed) desde 1980. Elas envolvem uma ampla gama de estudos sobre o papel da Irvingia na redução dos níveis de açúcar no sangue em diabéticos, alivio da dor, prevenção da malária e tratamento de infecções bacterianas e fúngicas, sendo que foram utilizadas mais de uma espécie de Irvingia nas pesquisas.
Como suplemento para perder peso, as pesquisas se basearam no extrato das sementes da Irvingia gabonensis. Recentes estudos em humanos sobre a suplementação com o extrato de sementes de Irvingia gabonensis mostram mudanças positivas após 10 semanas nos seguintes testes: colesterol total, colesterol LDL, glicemia, proteína c-reativa, adiponectina e leptina. Estes resultados foram baseados no duas vezes ao dia, dose de 150 mg, do extrato da semente da Manga Africana. A média de perda de peso durante o período de estudos nos pacientes foi de cerca de 12 quilos e 6,3 no percentual de gordura, além de cerca de 16cm de medida de cintura. (res: Dr. Dennis Clark, Irvingia Extract Weight Loss and Side Effects).
Outros estudos também mostram seus efeitos sobre a regulação de genes que influenciam a produção de hormônios e enzimas que controlam o metabolismo de gordura.
Efeitos Colaterais: 
O principal efeito colateral da Irvingia garbonensis demonstrado em estudos, pesquisas e depoimentos individuais é justamente na diminuição do apetite, provavelmente pelo fato da Irvingia aumentar a atividade da Leptina, substância relacionada a fome e o maior apetite
A Irvingia também pode não ser tão eficaz para pessoas que comem muito e pode ter efeitos diferentes em pessoas que seguem uma dieta baixa em carboidratos, vez que as ações da planta visam o metabolismo de carboidratos referentes às células de gordura, os carboidratos complexos parecem ser importantes na utilização deste suplemento. Pesquisadores em Camarões, país onde a Irvingia garbonesis é um alimento nativo, notaram que o consumo a longo prazo da sementes podem estar associados a resistência ao diabetes e a resistência a obesidade. As sementes de Irvingia têm sido utilizadas por tribos indígenas africanas como engrossadores de sopa por séculos, sem que tais pessoas não tenham sofrido quaisquer efeitos colaterais negativos aparentes decorrentes do consumo quase diário da Irvingia gabonensis.
 
Óleo de Cártamo

O Cártamo (Carthamus tinctorius é uma planta medicinal também conhecida como Açafrão-dos-Tintureiros. Pertence a família Asteraceae. A palavra carthamus deriva do hebraico kartami, que significa tingir. Provavelmente originário da Ásia e África, é conhecido desde a Antiguidade como fonte de um corante amarelo utilizado em culinária (daí a designação de ‘açafrão bastardo’) e outro vermelho, a 'cartamina', ainda hoje muito utilizado no Sudoeste Asiático para tingir a seda. Sendo atualmente uma cultura importante na Índia, é também cultivado um pouco por todo o mundo.

O óleo de Cártamo possui várias propriedades e benefícios, dentre eles se destacam a aceleração na perda de gordura (principalmente na região abdominal), regularização do nível de colesterol LDL e triglicerídeos, aumento da energia e imunidade, normalização do perfil metabólico entre lipídeos e insulina, aumento da definição muscular, proteção antioxidante, auxílio ao organismo na produção de substâncias antiinflamatórias, além de prevenir o aparecimento de celulites e ser benéfico para a pele.

O óleo de Cártamo é um anti-oxidante natural que possui propriedades que podem acelerar o metabolismo das gorduras, auxiliando assim, no controle da obesidade.

Estudos indicaram que esse óleo contém substâncias que atuam obrigando o organismo a usar a gordura acumulada como combustível contribuindo para uma maior eliminação de gordura.

Isso acontece porque seus nutrientes conseguirem inibir a ação de uma enzima específica (LPL- Lípase Lipoproteica).
A enzima LPL tem como função transferir a gordura presente na corrente sanguínea para o interior das células adiposas, responsáveis por armazenar a gordura corporal e que compõem o tecido adiposo do corpo humano. Quanto maior e mais intensa a atividade desta enzima maior quantidade de gordura é armazenada dentro das células adiposas e, como conseqüência, a pessoa engorda. Portanto, os nutrientes do óleo de Cártamo, tem a capacidade de bloquear da ação da LPL, o que obriga o organismo a utilizar o estoque de gordura já existente como fonte de energia gerando a chamada lipólise, que é a queima de gordura.

Um estudo recente realizado pela Ohio State University descobriu que o óleo de Cártamo pode dissolver a gordura da barriga, sem dietas que seja seguida uma dieta ou programa de exercícios físicos. O estudo também mostrou que duas colheres de sopa de óleo de Cártamo (ou o equivalente em suplementos) tomado todos os dias pode ajudar as pessoas (principalmente mulheres) perder a gordura da barriga, bem como perder mais mais gordura no geral.

Os pesquisadores descobriram que o Cártamo aumenta a produção de um hormônio chamado Adiponectina. Esse hormônio avisa ao corpo para usar a gordura como fonte primária de energia. Por razões que os cientistas e os pesquisadores não entendem ainda, no caso das mulheres que tomam Óleo de Cártamo, a gordura extra que se queima parece ser mais orientada para o meio do corpo. A adiponectina também ajuda o corpo a produzir menos insulina, substância que armazena carboidratos extras.

O Cártamo também é rico em ácido oleico ômega-9, que é uma gordura monoinsaturada saudável. As gorduras monoinsaturadas são boas para o corpo quando consumidas regularmente e, segundo os pesquisadores, podem cortar o risco de doenças cardíacas em até 45%. Cientistas japoneses também descobriram que o ácido oleico ômega-9 reduz a probabilidade de acidente vascular cerebral (AVC). Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, o óleo de Cártamo é capaz de diminuir rapidamente os níveis de colesterol em cerca de metade das pessoas. Outro estudo realizado na mesma universidade constatou que o ácido oléico estimula a produção do lipídio oleil-etanolamida (OEA), substância que reduz o apetite, aumenta a perda de peso e diminui a produção de LDL, o chamado mau colesterol.

O óleo de Cártamo contém proteínas, minerais, vitaminas, especialmente a vitamina E. A vitamina é, um conhecido antioxidante natural, é importante no combate aos radicais livres, que atacam diretamente às células do corpo. A vitamina E ajuda a defender as membranas do corpo contra o estresse oxidativo, além de manter uma boa saúde e beneficiar o sistema imunológico. O óleo também é recomendado para todos os tipos da pele, é altamente hidratante e calmante para a pele.

O Cártamo é uma das mais ricas fontes de ácido linoléico. O CLA (ácido linoléico conjugado) em forma de suplemento é necessário para manter uma boa saúde, pois é extremamente difícil de obter um nível ótimizado de CLA apenas seguindo uma dieta normal. O Cártamo é usado na perda de peso como um queimador de gordura.
O Cártamo é um diaforético moderado. Ajuda na circulação do sangue e alivia a dor. Usado como um unguento para contusões, deslocamentos e inflamações. O óleo é usado para massagem. As pétalas são comestíveis. As flores são usadas para colorir comida, e são usados como um substituto mais barato para o Açafrão. É usado também para colorir pães, margarinas e bebidas. Os brotos jovens são comestíveis quando cozido como um legume. O óleo é alto em polinsaturados e é usado na arte culinária em saladas e molhos.

 
Óleo de Côco
Gordura que emagrece
Depois de um bom tempo no banco dos réus, o óleo do coco é absolvido e considerado auxiliar no emagrecimento - quando incluído no cardápio diário. Segundo os seus defensores, com o consumo é possível eliminar até 3 kg por semana.
 
Eis um fruto bem aproveitado: as fibras de sua camada externa são muito valorizadas para a confecção de peças decorativas. Já a sua polpa permite a preparação de uma infinidade de pratos doces e salgados. E tem mais: a água contida em seu interior é rica em minerais e considerada um isotônico natural. Como se não bastasse, desse alimento também é extraída uma substância que, cada vez mais, ganha a simpatia de quem busca saúde e um corpo enxuto.
Apesar de visto como um vilão no passado, por conter alto teor de gordura saturada, o óleo de coco ressurge como um herói na alimentação. De fato é uma gordura saturada, mas de origem vegetal, sem colesterol e de fácil digestão e absorção pelo organismo, se transformando rapidamente em energia. O melhor desse óleo está no seu alto teor de Triglicerídeos de Cadeia Média (TCM), um tipo de gordura boa e difícil de ser encontrado em alta concentração.
Quando consumido regularmente, ele auxilia na redução do colesterol ruim (LDL), no aumento dos níveis de energia, no processo de emagrecimento e na redução da adiposidade abdominal. Também eleva a capacidade antioxidante geral do organismo e pode atenuar o processo de envelhecimento cutâneo.
 
Em diversas ilhas do Oceano Pacífico, o óleo de coco é o principal tipo de gordura utilizada na dieta dos nativos e corresponde, em algumas regiões, a cerca de 60% das calorias diárias ingeridas. Vale dizer que, nestes locais, a incidência de doenças comuns no mundo ocidental, como diabetes, cardiopatias, câncer e obesidade, é baixíssima. Pesquisadores compararam o cardápio de parte da população que mantinha a dieta local tradicional com a outra parcela que seguia um menu ocidentalizado. O resultado mostrou que a saúde e a dentição dos habitantes com dieta tradicional eram excelentes, enquanto a outra parte apresentava mais problemas de saúde e doenças degenerativas.
 
Menos peso, mais saúde
Como a gordura do óleo de coco não precisa de enzimas especiais para ser absorvida e se transforma rapidamente em energia, não fica depositada no corpo. Por isso, ela é considerada termogênica (aumenta a produção de calor no organismo e queima gorduras) e ajuda no emagrecimento. O óleo da fruta tem o poder de estimular o metabolismo orgânico, aumentando o gasto calórico, e converte calorias em energia. E isso não ocorre com o consumo de Triglicerídeos de Cadeia Longa (TCL), que estão presentes em outros tipos de óleo, como os de soja, girassol e milho. Emagrecer com a gordura do coco é uma conseqüência desse processo e o ideal é adotar o seu consumo para melhorar a saúde como um todo. E, nas pessoas com excesso de peso, surge uma agradável surpresa: o emagrecimento, que pode chegar a 3 kg por semana!E mesmo quando se abandona o consumo do óleo, os resultados da dieta são mais duradouros se comparados aos de outros regimes.
10 Motivos para consumir Óleo de Côco
1 - Ação ANTIOXIDANTE – Colabora na diminuição da produção de radicais livres. Isso se deve principalmente à ação direta da vitamina E presente na gordura de coco, composta por oito frações desta vitamina; quatro tocotrienóis (alfa, gama, delta e teta) e quatro tocoferóis (alfa, gama, delta e teta).

Ao contrário de outras gorduras, principalmente em relação aos óleos poliinsaturados, a gordura de coco diminuiu as necessidades de vitamina E do organismo.
2 – COLESTEROL - Ajuda na redução do mau COLESTEROL (LDL) e evita que ele se oxide. Por outro lado, promove a elevação do bom COLESTEROL (HDL), contribuindo assim na prevenção e no tratamento das doenças cerebrais e cardiovasculares.3 – Colabora no processo do EMAGRECIMENTO – De fácil absorção, a gordura de coco é a melhor fonte de triglicerídeos de cadeia média, não necessita de enzimas para sua digestão e metabolismo. No fígado, estes triglicerídeos rapidamente se transformam em energia, desta maneira não se depositam no organismo. Por isso ela é considerada “termogênica”, ou seja, capaz de gerar calor e queimar calorias. Esta propriedade, aliada a capacidade que a gordura de coco tem de estimular a glândula tireoide, aumenta o metabolismo basal e, consequentemente, emagrece.4 – Melhora o sistema IMUNOLÓGICO - Age na prevenção e no combate aos VERMES, BACTÉRIAS e FUNGOS, restabelecendo a energia “roubada” por estes agentes. Conseqüentemente melhora a absorção dos nutrientes, aumentando todas as defesas do organismo. A gordura de coco apresenta a maior concentração de ácido láurico entre todas as gorduras vegetais.

Em outras palavras, é o mesmo ácido graxo presente no leite materno.

Entre centenas de trabalhos científicos, hoje a gordura de coco é capaz de ajudar a combater uma infinidade de bactérias, leveduras, fungos e vírus, tais como sarampo, herpes, estomatite vesicular e Cytomegalovirus (CMV), Epistein Barr, vírus, vírus da hepatite C (HCV), Aids (HIV), H. pylori, Giárdia, cândida, Cryptosporidium e outros parasitas intestinais.
5 – Regula a FUNÇÃO INTESTINAL – Tanto nos casos de prisão de ventre ou mesmo nas diarreias, os componentes da gordura de coco agem normalizando as funções intestinais. Ao mesmo tempo o ácido láurico, através do monolaurin, ajuda a eliminar as bactérias patogênicas (inimigas), protegendo e favorecendo o crescimento da “flora amiga”.6 – Tireoide - Melhora o funcionamento da TIREOIDE, tendo ainda ação antienvelhecimento – Estudos realizados há mais de 30 anos comprovaram que a gordura de coco estimula a função da glândula TIREOIDE. O bom funcionamento da TIREOIDE faz com que especificamente o mau colesterol (LDL), através de processo enzimático, produza os hormônios antienvelhecimento: Pregnenolona, Progesterona e DHEA (dehidroepiandrosterona). Todas estas substâncias são necessárias na prevenção de doenças cardiovasculares, senilidade, obesidade, câncer, entre outras doenças crônicas relacionadas à idade.7 - Ação COSMÉTICA – A maioria das loções e cremes comerciais é constituída predominantemente de água. Estas preparações úmidas são rapidamente absorvidas pela pele seca e enrugada. Assim que a água entra na pele, o tecido é expandido como um balão com água, então as rugas desaparecem e a pele se torna mais macia. Porém, tudo isto é temporário. Em poucas horas a água é absorvida e levada para a corrente sanguínea e, tanto a secura como as rugas reaparecem. Além de não resolver o problema de hidratação e das rugas, estes cremes ou óleos refinados estão quase sempre oxidados, trazendo consigo uma montanha de radicais livres, que agravam cada vez mais o tecido elástico da pele tornando-a mais envelhecida.

A gordura de coco pode ser aplicada diretamente sobre a pele e mesmo nos cabelos, funcionando com um “condiocinador” natural, para isso é só massagear os cabelos com 1 colher das de sobremesa antes do banho. Além de hidratar a pele e não conter radicais livres, previne rugas numa verdadeira ação antienvelhecimento. Isto se deve a “lubrificação” da pele, permitindo que os nutrientes do sangue cheguem até ela.
8 – Ação dermatológica – Além do poder bactericida na pele, pode ser utilizada como cicatrizante de feridas, picadas de insetos, alívio em queimaduras e, sobretudo nos eczemas e dermatites de contato, bem como no tratamento do herpes e candidíase.9 – Diabéticos – Controla a compulsão por CARBOIDRATOS – Assim como os alimentos ricos em fibras ajudam a manter níveis estáveis de insulina no sangue, conseqüentemente facilitando a vida dos diabéticos, a gordura de coco proporciona uma sensação de saciedade ainda maior e, acima de tudo não estimula a liberação de insulina, contribuindo desta forma para diminuir o “craving” (compulsão) por carboidratos, principalmente a doces. Contrário aos demais óleos poliinsaturados que dificultam a entrada da insulina e nutrientes para dentro das células, deixando-as literalmente “famintas”, a gordura de coco “abre as suas membranas”, não somente permitindo que os níveis de glicose e insulina se normalizem, como também melhorando sua nutrição, restabelecendo os níveis normais de energia.10 – Fadiga crônica e Fibromialgia - Até recentemente, estas duas doenças não eram reconhecidas pela medicina tradicional. Somente agora após uma grande divulgação na mídia da melhora clínica de milhares de pacientes, é que o tradicional “stablischment”, deu mão a palmatória, chegando mesmo a ser reconhecida pelo FDA, quando liberou um medicamento para combater este mal.Estas duas enfermidades muitas vezes se confundem e há autores que afirmam que ambas têm a mesma etiologia. Porém a esmagadora maioria da classe médica ainda insiste em afirmar que estas duas afecções são na realidade um quadro depressivo mascarado, devendo por isso mesmo ser tratada com antidepressivos.

Enquanto na fibromialgia predomina o sintoma DOR, na síndrome da fadiga crônica, o cansaço é a tônica. Em outras palavras:

A fibromilagia pode ser considerada um processo reumático, que frequentemente acomete o pescoço, região lombar, ombros, nuca, parte superior das coxas, joelhos, nádegas, cotovelos e parte superior do tórax. É importante lembrar que os fenômenos dolorosos podem acometer qualquer parte do corpo.

Tanto a dor quanto o enrijecimento matinal é mais acentuado pela manhã, que muitas vezes é acompanhado de: insônia, dor de cabeça, depressão, mente embotada, desorientação, alterações digestivas, tonteiras, ataque de pânico e vermelhidão facial.

O sistema imunológico de uma pessoa afetada, frequentemente é hipersensível a muitos fatores, tornando o indivíduo hiperalérgico a muitos alimentos. Estes sintomas podem ser agravados por outras alergias, falta de sono, estresse e infecções agudas.

Entre as causas associadas a estas duas patologias destacamos: herpes zoster, Epstein-Barr vírus (o vírus do beijo), mononucleose infecciosa, resfriados e estados gripais, deficiência nutricional, intoxicações por metais pesados (mercúrio, chumbo, arsênico, cádmio, flúor, cloro, entre outros), finalmente a deficiência de sais minerais e, o eterno desafio do homem, o estresse.

Hoje, a gordura de coco talvez seja uma das melhores soluções para combater a síndrome da fadiga crônica e fibromialgia.

Os ácidos gordurosos de cadeia média, sobretudo o láurico, podem eliminar vírus como os do herpes e Epstein-Barr, que se acredita sejam os grandes responsáveis por estas entidades. Combate e ajuda eliminar cândida, giárdia e ameba. Ainda eliminam uma grande quantidade de vírus, bactérias e até mesmo certos vermes que podem estar relacionados à estas duas patologias.

A grande maioria dos pesquisadores acreditam que não é um único tipo de vírus ou bactéria os responsáveis pela síndrome da fadiga crônica e, mesmo da fibromialgia, mas sim, a combinação de vários agentes e fatores. Nestas condições a gordura de coco age neutralizando uma gama enorme destes agentes infecciosos. Melhora o sistema imunológico, elimina o estado de estresse sofrido por ele. Enfim, por aumentar nosso metabolismo e por recuperamos nossa energia plena, nos sentimos “mais jovens”, com capacidade para realizar nossos sonhos.
Óleo “extravirgem” de coco não existe, é firula do fabricante para impressionar incautos. Essa denominação é exclusiva do azeite de oliva. O óleo virgem de coco é extraído da polpa fresca do coco maduro e não da polpa seca, chamada Copra.

É comum o óleo virgem de coco ficar rançoso, graças a embalagem e transporte inadequados. É bom abrir, cheirar fundo e provar logo após a compra – o sabor deve ser fresquinho até o fim, o aroma sem qualquer fundo de ranço. Caso não sejam, devolva.

 
A Melatonina, o sono e a saúde
Por que precisamos dormir em total escuridão
O quarto moderno é cheio de luzes e dispositivos eletrônicos, de monitores de computador a rádios-relógio, além, é claro, do quase onipresente smartphone vibrando e brilhando ao lado da cama. O que a ciência tem a nos dizer, no entanto, é que a exposição crônica à luz durante a noite leva a uma série de problemas de saúde.
Para entender por que a exposição crônica à luz durante a noite é tão ruim, é preciso considerar a evolução humana. Antes do fim da Idade da Pedra, os seres humanos só eram expostos a dois tipos diferentes de luz natural, responsáveis pela regulação do ritmo circadiano – durante o dia, tinha o sol, enquanto à noite, havia a lua e as estrelas, e talvez a luz de fogueiras. Esse padrão binário de dia/noite configurava toda a nossa programação biológica.
Hoje, temos iluminação artificial à noite (IAN). Essa iluminação interior é consideravelmente menos potente do que a luz solar, mas ainda muitas ordens de magnitude maior do que a luz das estrelas e do luar – uma diferença que influencia uma série de reações bioquímicas críticas ligadas a periodicidade de luz, incluindo a produção de Cortisol e Melatonina.
A Melatonina, o sono e a saúde
A supressão de Melatonina é chave para entender muito do porquê IAN faz mal para nós. Este composto bioquímico é produzido pela glândula pineal do cérebro durante a noite, quando está escuro, para regular o nosso ciclo de sono-vigília.
Ele reduz a pressão arterial, os níveis de glicose e a temperatura do corpo – respostas fisiológicas que são as principais responsáveis por um sono reparador.
A parte do cérebro que controla o relógio biológico é o núcleo supraquiasmático (SCN), um grupo de células no hipotálamo. Estas células respondem aos sinais claros e escuros. Os nervos ópticos em nossos olhos percebem a luz e transmitem um sinal para o SCN, dizendo ao cérebro que é hora de acordar.
Esses sinais também iniciam outros processos, como o aumento da temperatura corporal e a produção de hormônios como o cortisol (o do estresse). Os nossos níveis de cortisol são relativamente baixos durante a noite, permitindo-nos dormir, e mais elevados durante o dia, permitindo a estabilização dos níveis de energia e a modulação da função imunológica.
IAN eleva os níveis de cortisol à noite, o que perturba o sono e apresenta uma série de problemas relacionados com os níveis de gordura corporal, resistência à insulina e inflamação sistêmica. Também contribui para um sono ruim e uma interrupção da neuroregulação do apetite.
Quando os quartos ficam totalmente escuros à noite, nenhum sinal óptico é enviado para o SCN, de forma que os nossos corpos produzem a melatonina necessária. A exposição à luz ambiente durante as horas normais de sono suprime os níveis de melatonina em mais de 50%.
E, só para aumentar os problemas, muitos dispositivos modernos emitem luz azul de LEDs, que é especialmente eficaz na supressão de melatonina. Isto porque melanopsina – um fotopigmento encontrado em células especializadas da retina envolvidas na regulação dos ritmos circadianos – é mais sensível à luz azul.
Recentemente, cientistas alertaram estudantes universitários sobre o impacto da luz de monitores de computador sobre os níveis de melatonina. Eles descobriram que a luz do computador à noite reduz os níveis de melatonina, atrapalhando o sono. Em um estudo relacionado sobre tablets, pesquisadores disseram que é importante reconhecer que o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir pode romper com o sono, mesmo que a melatonina não seja suprimida – a atividade pode deixar as pessoas alertas ou estímulos estressantes podem levar à interrupção do sono.
Essa perturbação bioquímica também cria efeitos físicos, como doenças. Cientistas não sabem direito por quê, mas estudos mostram consistentemente uma correlação entre IAN e câncer. Por exemplo, um estudo de 10 anos descobriu que um grupo de mais de 1.670 mulheres expostas a uma maior intensidade de luz em seu ambiente de dormir tinham chances 22% maiores de desenvolver câncer de mama. Os pesquisadores culparam o rompimento hormonal causado pela supressão de melatonina. Perturbadoramente, isso tem implicações sombrias para trabalhadores noturnos. Estudos têm mostrado que enfermeiras com turnos à noite estão em maior risco para câncer de mama.
A luz durante a noite não precisa sequer ser brilhante para causar problemas. A exposição crônica à luz fraca já é capaz de levar a sintomas de depressão. Hamsters, por exemplo, exibiram menos interesse em beber a água com açúcar que normalmente adoram quando expostos à luz fraca à noite. Quando retornaram a uma programação normal, a depressão foi revertida.
Outro estudo, também com roedores, mostrou que a luz azul à noite, em particular, é especialmente poderosa em induzir depressão e ansiedade. IAN também pode prejudicar o humor e a aprendizagem, mais uma vez provavelmente por causa de neurônios expressando melanopsina.
A melatonina ainda tem propriedades antioxidantes, que desempenham um papel importante no antienvelhecimento.
Outros estudos ainda mostram uma ligação entre a supressão de melatonina e doença cardiovascular.
Como se não bastasse tudo isso, luz à noite também contribui para o ganho de peso, mudando o tempo da nossa ingestão de alimentos. Ratos, quando expostos a IAN, ganham mais peso – apesar de se exercitarem e comerem tanto quanto seus irmãos que dormem na escuridão.
Os cientistas também correlacionaram níveis baixos de melatonina à diabetes, embora não saibam o papel da IAN na doença.
A conclusão é bastante óbvia: precisamos manter nossos quartos os mais escuros possíveis à noite, e evitar luz azul antes de dormir. Para isso, temos que desligar todos os gadgets emissores de luz e fechar as cortinas. E, se possível, nos abster de usar computador, tablet ou smartphone nas horas que antecedem o sono. Eu sei, mais fácil falar do que fazer, mas vale a pena dormir bem e despertar sem cansaço, com disposição para enfrentar o novo dia.


Estatinas
Estatinas, a grande surpresa da Medicina

Criadas para combater o colesterol alto, elas se mostram eficazes na prevenção e no tratamento das mais diversas doenças.
Minúsculas pílulas brancas estão inaugurando uma era na medicina. Criadas originalmente para baixar o colesterol alto (um dos principais fatores de risco para infartos e derrames), as Estatinas têm se revelado uma arma potentíssima, com um poder de alcance muito maior. Estudos feitos por alguns dos centros de pesquisa mais respeitados do mundo sugerem que o medicamento pode prevenir e tratar as mais diversas doenças. Angina, Alzheimer, osteoporose, câncer, esclerose múltipla... A lista não pára de crescer. Todo dia anuncia-se o resultado de um novo trabalho científico sobre os efeitos das estatinas.

Uma das novidades mais recentes sobre as Estatinas, pesquisadores ingleses demonstraram que uma determinada estatina reduz consideravelmente as taxas de incidência e morte por infarto ou derrame entre diabéticos – mesmo aqueles que não apresentam excesso de colesterol no sangue. A notícia foi recebida com muito entusiasmo pelos médicos. Não é à toa. O diabetes e os distúrbios cardiovasculares estão entre as principais preocupações dos especialistas em saúde. Poucas doenças crescem num ritmo tão assustador quanto as duas.

Lançadas comercialmente em meados da década de 80, as estatinas causaram uma revolução na prevenção e no tratamento do colesterol alto, um dos piores inimigos do coração. Até então, a única arma eficaz contra esse problema era a combinação de dieta balanceada com exercícios físicos – uma receita que não funcionava para todo mundo, já que a quantidade de colesterol no organismo tem um forte componente genético. Antes das estatinas, era muito mais difícil manter baixos os níveis de colesterol dos pacientes. Com elas, foi possível atacar o problema de forma agressiva, mas também bastante segura

Muitos já as chamam de "a aspirina do século XXI". Lançada em 1897, a aspirina era indicada inicialmente apenas como analgésico. Com o tempo, o remédio feito a partir da casca de salgueiro provou-se eficaz contra inflamações, doenças do coração e alguns tipos de câncer, entre outros benefícios. É o mesmo caminho que começa a ser trilhado pelas estatinas.

Para entender como elas agem, é preciso conhecer um pouco o inimigo contra o qual as estatinas se lançam ferozmente: o colesterol. Essencial ao bom funcionamento do organismo, 60% dele é produzido principalmente no fígado. Os outros 40% vêm dos alimentos de origem animal. O colesterol é usado na formação das membranas da célula, na produção da vitamina D e na síntese de vários hormônios. Há dois tipos de colesterol: o HDL e LDL. O primeiro é o "colesterol bom", que remove o excesso de gordura da circulação sanguínea. O outro é o "colesterol ruim", que deposita gordura na parede das artérias, o primeiro passo para o entupimento delas. Na tentativa de se livrar dessas placas, o sistema imunológico organiza um contra-ataque, o que desencadeia um processo inflamatório. Quanto mais inflamada, maiores são os riscos de a placa explodir e obstruir uma artéria.

As estatinas atuam em várias frentes. Inibem a ação de uma enzima essencial à produção de
 colesterol, o que acaba por reduzir os níveis de LDL no sangue. Elas aumentam ainda o descarte do colesterol ruim pelo fígado. Além disso, o remédio funciona como antiinflamatório, evitando o rompimento das placas de gordura. Esse efeito foi comprovado em meados dos anos 90. Ao acompanharem pacientes com algum risco cardiovascular, os pesquisadores notaram que quem tomava estatina apresentava níveis menores da proteína C-reativa ultra-sensível, considerada um importante indicador de doenças do coração. Quanto maiores os níveis da proteína, maior é a probabilidade de ocorrência de infartos e derrames. As estatinas reduzem, em média, 30% a morte por essas causas. Outra característica do remédio que contribui para tal resultado é o seu poder anticoagulante. Ele diminui o ritmo de aglutinação das plaquetas sanguíneas. Quanto mais intenso esse processo, maiores são os riscos de formação de coágulos, que podem levar também ao entupimento arterial. Cerca de 90% dos pacientes respondem muito bem ao tratamento.

Ainda não foi completamente desvendado como as estatinas ajudam a prevenir e tratar outros males. Em alguns casos, como o do diabetes, a proteção oferecida pelo medicamento está claramente associada à redução dos riscos cardiovasculares (veja quadro). Em outros, supõe-se que as estatinas ataquem a raiz do mal. É o caso da doença de Alzheimer, que se caracteriza pela morte dos neurônios, em decorrência do depósito de placas tóxicas de proteína no cérebro. Como o colesterol está envolvido na formação dessas placas, é de esperar que a redução de seus níveis baixe também a quantidade de placas. Por seu poder anticoagulante, as estatinas facilitariam também a irrigação cerebral, mantendo a saúde dos neurônios. Os efeitos podem se estender ainda a outras doenças, como os cânceres de fígado, próstata, mama e intestino. Nesses casos, os médicos não têm a menor pista do mecanismo de ação do remédio. Os indícios de que ele pode funcionar para esses doentes baseiam-se apenas na observação de que pacientes em tratamento com alguma estatina apresentam riscos menores de vir a desenvolver esses tumores.

Apesar de todos os possíveis benefícios, as estatinas têm efeitos colaterais e não devem ser tomadas indiscriminadamente pois elas podem prejudicar o trabalho de uma proteína responsável pela contração muscular. Quando isso acontece, o paciente apresenta dores musculares, de intensidade variável. Nos casos mais graves, as fibras musculares são destruídas. Essa destruição promove a liberação de uma outra proteína, que se acumula no rim e pode levar à insuficiência renal. As estatinas podem também, por motivos ainda desconhecidos, alterar o funcionamento do fígado. Essas reações adversas fizeram com que uma estatina, a cerivastatina, lançada no início da década de 90, fosse retirada do mercado em 2001. Cerca de 100 pessoas morreram vítimas de falência dos rins. Esses quadros, no entanto, são muito raros. Mais comum é o desconforto abdominal provocado pelo remédio.

A história da descoberta da estatina lembra muito a da penicilina. Em 1928, sem querer, o bacteriologista escocês Alexander Fleming viu que uma substância produzida por fungos era bactericida. Nascia assim o primeiro antibiótico, a penicilina. Em 1971, o microbiologista Akira Endo, pesquisador do laboratório japonês Sankyo, estava em busca de um novo antibiótico quando observou que certos fungos também eram capazes de produzir um potente inibidor da produção de colesterol. Ele funciona, descobriu-se, como uma defesa contra predadores herbívoros – ao ingerirem tais fungos, os animais podem morrer, já que a redução de colesterol neles, causada pela substância inibidora, é muito acentuada e leva a uma pane no sistema metabólico. Endo isolou e analisou esse composto, a partir do qual foi sintetizada em laboratório uma molécula que daria origem à matriz das estatinas. A primeira a ser lançada foi a lovastatina, em 1987. A última a chegar ao mercado brasileiro, chama-se Pitavastatina. O princípio de todas é basicamente o mesmo. O que muda são determinadas características, que garantem uma potência cada vez maior e efeitos colaterais menores. O desenvolvimento de novas estatinas é praticamente ilimitado, assim como o leque de doenças que elas podem ajudar a combater.


Também para diabetes 

Estudo sobre os efeitos de uma estatina em diabéticos leva a uma mudança no tratamento da doença que afeta 170 milhões de pessoas. O tratamento do diabetes passa por uma grande transformação. Da alçada da endocrinologia, a doença será de agora em diante considerada também uma especialidade da cardiologia. Essa ampliação é decorrente da estreita relação entre o diabetes e os distúrbios cardiovasculares, e da descoberta de que uma determinada estatina pode trazer enormes benefícios aos doentes. O diabetes caracteriza-se pelo excesso de glicose no sangue – a glicose é um tipo de açúcar que serve de combustível para os mais de 100 trilhões de células do organismo. Tal desequilíbrio costuma lesionar gravemente todos os órgãos e tecidos do corpo, especialmente os vasos sanguíneos. E artérias comprometidas são o primeiro passo para infartos e derrames. Isso porque as lesões, causadas nos diabéticos pela glicose, facilitam o depósito de gorduras e outras substâncias em suas paredes, o que pode levar a entupimentos e rupturas não raro fatais. Os riscos de um diabético ser vítima de distúrbios cardiovasculares são de duas a quatro vezes maiores que os de um não-diabético. Para se ter uma idéia mais precisa do que isso significa, basta dizer que 65% dos diabéticos são acometidos por um problema desse tipo. É espantoso que muitos médicos ainda não vejam seus pacientes diabéticos como pacientes cardiovasculares, pois a maioria ainda dos Médicos se preocupa sobretudo com as taxas de glicose no sangue, sem levar em conta que ela é tão importante quanto a avaliação dos riscos para o coração.

Médicos ingleses da University College London mostraram que doses diárias de Atorvastatina reduzem drasticamente a probabilidade de um diabético vir a sofrer de um distúrbio cardiovascular. O estudo, batizado de Cards, é o maior já feito sobre os efeitos do remédio em pessoas com diabetes. Durante dois anos, foram acompanhados quase 3.000 homens e mulheres, entre 40 e 75 anos, portadores do diabetes tipo 2, a versão mais comum da doença, e pelo menos um fator de risco para infartos e derrames, como tabagismo e hipertensão. Outra condição exigida era que os participantes apresentassem taxas consideradas normais de LDL, o colesterol ruim, e triglicérides. Com a ingestão de atorvastatina, a incidência de infartos e derrames caiu cerca de 40% e a mortalidade em conseqüência desses problemas foi reduzida 30%. Os resultados positivos foram tão impressionantes que o estudo foi interrompido dois anos antes do previsto. Em suas próximas diretrizes, que devem ser anunciadas em janeiro, a Associação Americana de Diabetes recomendará que todos os diabéticos com mais de 10 anos de idade tomem estatinas diariamente – mesmo aqueles que não têm histórico na família de doenças cardiovasculares ou que não apresentem colesterol alto.

São vários os mecanismos que explicam os benefícios do remédio para os diabéticos. Por causa das lesões nas artérias provocadas pelo excesso de glicose, o depósito de gordura à base de colesterol nas paredes arteriais é muito mais intenso entre os diabéticos do que entre as pessoas que não têm a doença. Os diabéticos também são bem mais suscetíveis à inflamação dessas placas – e, quanto maior a inflamação, maiores são os riscos de obstrução arterial. Os diabéticos apresentam ainda tendência maior à aglutinação das plaquetas sanguíneas, o que aumenta os riscos de coágulos e, com isso, de entupimento das artérias. Por todos esses motivos, os diabéticos precisam manter os níveis de LDL abaixo do considerado normal. E a melhor arma para isso são as estatinas, que, além de agir contra o colesterol, têm ação antiinflamatória e anticoagulante.

Há duas versões de diabetes. O tipo 1 é o mais raro (10% dos casos) e agressivo. A medicina o define como uma doença auto-imune, em que o sistema imunológico ataca e destrói as células do pâncreas produtoras de insulina, o hormônio que serve de chave para a entrada de glicose nas células. Suas vítimas têm de tomar várias picadas de agulha durante o dia, para medir as taxas de glicose no sangue e injetar insulina. Sem as doses de hormônio artificial, elas simplesmente não sobrevivem. É o tipo 2, no entanto, que mais preocupa os médicos. Associada aos piores hábitos da vida moderna, a doença cresce assustadoramente. Em 1990, segundo a Organização Mundial de Saúde, os doentes somavam 80 milhões de pessoas no mundo. Hoje são 170 milhões. Até pouco tempo atrás, o tipo 2 se manifestava sobretudo em pessoas com mais de 45 anos – e, por isso, era conhecido pelo nome de "diabetes senil". Hoje, ele aparece em quem está na faixa dos 30 anos e já há vários registros de adolescentes com o problema. O principal fator de risco para o mal é a obesidade. O excesso de tecido adiposo aumenta a resistência do organismo à ação da insulina. O resultado é o acúmulo de glicose na corrente sanguínea.
Metade da população mundial está acima do peso. Isso equivale a 3 bilhões de pessoas. Cerca de 50% delas vivem sob risco de desenvolver doenças associadas à obesidade, como o diabetes tipo 2. Uma das principais preocupações dos especialistas é em relação ao ritmo de engorda das crianças. Um trabalho apresentado no congresso da Associação Americana de Diabetes avaliou a saúde de 1.700 meninos e meninas entre 13 e 14 anos. A maioria tinha um ou mais fatores de risco para diabetes. Muitos apresentavam ainda colesterol acima do nível normal. No Brasil, a incidência de sobrepeso e obesidade entre crianças também começa a chamar atenção. Se nada for feito, boa parte delas pode vir a desenvolver o que os médicos classificam de síndrome metabólica, um pacote que engloba pressão alta, colesterol e triglicérides alterados, diabetes tipo 2 e obesidade. Ou seja, serão fortes candidatas a infartos e derrames.




FDA e ANVISA aprovam novo

 medicamento para o

 Colesterol,

Pitavastatina



O orgão americano FDA (Food and Drug Administration) e a ANVISA, no Brasil, aprovaram o sétimo medicamento do grupos das estatinas, a Pitavastatina. A nova estatina é indicada para tratar os casos de colesterol elevado no sangue quando a dieta e os exercícios físicos falharem.

A Pitavastatina faz parte do grupo das estatinas, medicamentos que inibem a ação de uma enzima (HMG-CoA redutase) , responsável pela formação do colesterol dentro das células.Essa inibição acarreta um aumento do número de receptores para captar o LDL-C (colesterol “ruim”) nas células do fígado, que então, passa a remover mais o LDL-C do sangue, para repor o colesterol que falta dentro das células.

Estes medicamentos reduzem os níveis de LDL-C na faixa de 15% a 60% em adultos. Além da Pitavastatina, outras estatinas já são ou foram utilizadas na prática médica: Sinvastatina, Atorvastatina, Pravastatina, Rosuvastatina, Fluvastatina e a Lovastatina.

A aprovação da Pitavastatina pelo FDA foi baseada em cinco ensaios clínicos comparando a eficácia e segurança da droga com a Sinvastatina, Atorvastatina e Pravastatina.Os experimentos mostraram que a Pitavastatina reduzida o LDL-C e melhorava outros parâmetros do metabolismo das gorduras, com efeitos benéficos em idosos, diabetéticos e pacientes com alto risco cardiovascular.





Qual é a diferença entre o colesterol bom e o ruim?



Pense em lipoproteínas como pequenos veículos que levam gordura, nutrientes e colesterol para diferentes áreas do corpo. Há dois tipos de lipoproteínas – as densas, conhecidas como HDL (High Density Lipoproteins), e as de baixa densidade, as LDL (Low Density Lipoproteins). O primeiro tipo é o colesterol bom e o segundo o ruim.

Mas por que?


As HDL, por serem mais densas, contêm mais proteínas e pouca gordura. Já as LDL carregam mais gordura e, por conseqüência, mais colesterol.



O tipo mais saudável de lipoproteína, o HDL, anda pelo seu corpo coletando o excesso de colesterol nos seus órgãos e depois descarrega tudo no intestino – onde ele recebe a destinação apropriada. O HDL é formado, na sua maior parte, no fígado.


Já o LDL faz o oposto. Ele leva a gordura para células que estão com falta dessa substância. Até aí não tem nada de mais, afinal o LDL só está fazendo o seu trabalho. Mas ele pode se infiltrar em artérias deixando gordura e colesterol para trás.

Essa gordura, eventualmente, forma placas que entopem nossas veias, bloqueando o fluxo de sangue – logo, seu excesso é prejudicial. Por isso os exames mostram qual seria a taxa ideal de colesterol LDL também e é por isso que “zerar” os níveis dessa substância também não é uma boa idéia.




O menu que prolonga a juventude
A medicina constata que certos alimentos previnem e até ajudam a curar doenças.
Além disso, uma boa dieta pode atrasar o processo de envelhecimento
em até vinte anos
A ciência dos alimentos dedica boa parte de suas pesquisas para identificar comidas que fazem mal à saúde. Há muito se sabe, por exemplo, que gordura bloqueia as artérias e carne vermelha em excesso é ruim para o coração – sem falar nos recém-condenados carboidratos, os mais novos vilões da obesidade, carro-chefe de males diversos. Na outra ponta, há as pesquisas que verificam quais são os alimentos "bons para a saúde". Frutas, verduras e legumes, em geral, fazem parte dessa cesta há décadas. Agora, especialistas começam a descortinar uma terceira frente sobre a qual quase nada se sabia até a década de 90: os alimentos funcionais. Eles vão além dos "saudáveis", porque, mais do que nutrir, fornecem ao organismo substâncias que auxiliam na prevenção e até no tratamento de doenças. Em pouco tempo, várias descobertas animadoras foram feitas.
Estudos recém-divulgados autorizam afirmar que uma dieta funcional – ou seja, baseada em alimentos não só saudáveis, mas especificamente indicados para a prevenção de males – chega a reduzir em até 70% o risco de alguns tipos de câncer e em 80% as enfermidades do coração, no caso de indivíduos que não fumam e que praticam exercícios regulares.
A dieta saudável deixou de ser aquela que não faz mal à saúde e hoje, é a que previne doenças e, em alguns casos, ajuda a tratá-las.
Aa adoção de uma dieta específica, combinada a bons hábitos, ajuda a desacelerar o processo de envelhecimento. Mais que isso: pode rejuvenescer uma pessoa em até vinte anos (confira o impacto que a dieta e os hábitos alimentares têm sobre a sua idade no teste abaixo). Rejuvenescer, não quer dizer experimentar milagres como o sumiço repentino de rugas. Com base num cálculo que leva em conta dados epidemiológicos e estatísticas de longevidade, criou-se uma taxa de risco para calcular o peso dos hábitos alimentares sobre a saúde de uma pessoa. Dependendo desse resultado, ela pode estar sujeita aos mesmos riscos e doenças que alguém mais jovem ou mais velho – daí o conceito de "idade biológica" ou "real", que independe da cronologia e depois de cientistas examinarem 25 000 estudos científicos relacionados a hábitos alimentares, saúde e longevidade, chegou-se a conclusão que de todos os fatores que afetam o envelhecimento, a dieta é o mais importante.
O interesse pelos benefícios que os alimentos podem trazer à saúde é antigo. Quatro séculos antes de Cristo, o grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já apregoava: "Faz da comida o teu remédio". Na Antiguidade, muito se especulava sobre o poder curativo de plantas como o alho (veja quadro abaixo). Um papiro egípcio de 1550 a.C. lista duas dezenas de medicamentos que, formulados à base da raiz, eram usados para tratar de dor de cabeça a inflamações na garganta. O uso do alho pelos antigos baseava-se no mesmo conhecimento empírico que estimulou muitas avós a dizer que comer fruta deixa a pele mais jovem e que um golinho de vinho "faz bem à saúde". Elas tinham razão, embora não soubessem exatamente o porquê. Hoje, já se tem por certo que tanto as frutas como as verduras são potentes antioxidantes naturais. Isso significa que têm capacidade para combater os temidos radicais livres – subproduto formado pelas células no processo de conversão do oxigênio em "combustível" para o corpo. As vitaminas C, E e A, presentes em abundância em frutas como a laranja, a manga e a maçã, têm o poder de reduzir essas moléculas tóxicas que, em excesso, comprometem o bom funcionamento do organismo e aceleram o seu envelhecimento. O poder das frutas é tamanho que pode-se afirmar que a ingestão de cinco porções delas por dia pode atrasar o relógio biológico em até quatro anos.
Outras práticas aprovadas pela experiência ganharam recentemente a chancela da ciência. Na década de 60, intrigava cientistas o fato de gregos e italianos – notórios apreciadores de uma boa e farta mesa – sofrerem menos de doenças cardíacas e terem expectativa de vida acima da média européia. A partir do estudo dessas populações, concluiu-se que um fator determinante para a longevidade de gregos e italianos era a dieta: a culinária mediterrânea é rica em azeite e nozes, por exemplo, dois poderosos redutores do LDL, o colesterol ruim. Também da observação da população na França nasceu o interesse científico pelo vinho tinto. Apesar de os franceses terem o hábito de comer queijo e manteiga a granel, eles conseguiam manter baixos níveis de doenças cardíacas.
O fenômeno ficou conhecido como "O Paradoxo francês". Um estudo conduzido pela Universidade Harvard demonstrou que um pigmento encontrado na casca das uvas vermelhas, os flavonóides, tem dupla função no que diz respeito à proteção do coração: aumenta as taxas do bom colesterol e ajuda a prevenir o enrijecimento das artérias.
Hoje, o vinho já exibe status oficial de redutor de doenças cardíacas – é prescrito por entidades como a respeitada American Dietetic Association e recomendado por nutricionistas de hospitais como o da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. O mesmo ocorreu com a aveia. Testada e aprovada em uma série de pesquisas, ganhou o selo de redutora de doenças cardíacas pela Food and Drug Administration, o órgão responsável pelo controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos.  Na França, o vinho chega a ser servido em hospitais, em substituição ao tradicional suco de laranja, até há pouco tempo obrigatório nas bandejas dos doentes. Na escalada do vinho em direção ao status de "quase-remédio", a dose recomendada pelos organismos de saúde aumentou progressivamente. De três taças por semana, passou a uma por dia.
Estudos apontam que a ingestão semanal de dez colheres de molho de tomate ajuda a reduzir em até 50% o risco de onze tipos de câncer, entre eles os de esôfago e próstata. O tomate é capaz de "rejuvenescer" em um ano quem o consome regularmente. Se a dieta por si só é um fator determinante para o envelhecimento, há outros quesitos que a rodeiam que merecem a mesma atenção. Certos hábitos – revelados no momento em que se vai às compras e até mesmo nos utensílios que se tem na cozinha – podem ser tão vitais à saúde quanto a comida que vai ao prato.
Outro costume condenado pelos cientistas é comer distraidamente – em pé, diante da geladeira ou na sala de televisão. Pesquisa conduzida com diversos pacientes demonstrou que esse tipo de atitude é especialmente prejudicial àqueles com tendência à obesidade: faz com que a pessoa consuma 20% a mais de calorias do que se fizesse uma refeição à mesa e quem come distraído também presta menos atenção ao que está comendo.
A preocupação em selecionar alimentos de qualidade é um dos pilares da boa saúde – tanto que está na origem de outra série de recomendações que devem ser seguidas, como: sabatinar o garçom sobre o preparo do prato em uma ida ao restaurante, solicitar-lhe que troque ingredientes sempre que julgar necessário e, mais importante, pedir que o molho da salada venha à parte – de preferência, sem maionese. Pesquisa feita pelo governo americano chegou à espantosa conclusão de que, na faixa etária de 20 a 30 anos, as mulheres consomem, em média, metade de suas calorias diárias só em molho de salada.
Entre os hábitos benéficos para a saúde, está o costume de manter as frutas em local visível na cozinha. Estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostra que 80% das pessoas, movidas pela fome, escolhem o primeiro alimento que atravessa seu campo de visão. Melhor, então, que sejam as frutas.
Qualidades atestadas, os alimentos funcionais de nada servem, alertam especialistas, se:
  • 1) não forem consumidos com regularidade – como os remédios, só têm efeito no combate às doenças quando ingeridos nas quantidades adequadas – e
  • 2) a dieta como um todo não for saudável. É inútil empanturrar-se de aveia no café-da-manhã e devorar hambúrgueres com refrigerante no almoço. A fórmula ideal para prevenir doenças com o auxílio dos alimentos é combinar na dieta o maior número possível de substâncias benéficas.
O entusiasmo dos cientistas pelos poderes dos alimentos funcionais pode ser medido pela magnitude de uma pesquisa que começa a ser desenvolvida pelo World Cancer Research Fund, órgão internacional especializado no estudo do câncer. No Brasil, o Incor criou um núcleo de estudos exclusivamente voltado para pesquisas com café. Desconfia-se que a bebida pode ajudar a evitar doenças cardiovasculares, a causa número 1 de mortes no Brasil e no mundo.
A fonte da juventude e da longevidade, quem diria, está logo ali, na cozinha.  
Os 10 alimentos para viver mais
Conheça alguns dos alimentos que a ciência já comprovou serem capazes de prevenir doenças e a quantidade indicada para potencializar seus benefícios*

AVEIA
Ajuda a diminuir o colesterol ruim, o LDL. Ganhou o selo de redutor do risco de doenças cardíacas da FDA, agência americana de controle de alimentos e remédios
Quantidade recomendada: 40 gramas por dia de farelo ou 60
 gramas da farinha

 
ALHO
Reduz a pressão arterial e protege o coração ao diminuir a taxa de colesterol ruim e aumentar os níveis do colesterol bom, o HDL. Pesquisas indicam que pode ajudar na prevenção de tumores malignos
Quantidade recomendada: um dente por dia (para diminuir o colesterol e a pressão arterial)

AZEITE DE OLIVA
Auxilia na redução do LDL. Sua ingestão no lugar de margarina ou manteiga pode reduzir em até 40% o risco de doenças do coraçãoQuantidade recomendada: 15 mililitros por dia ou uma colher (de sopa rasa)

 
CASTANHA-DO-PARÁ
Assim como noz, pistache e amêndoa, auxilia na prevenção de problemas cardíacos. Também ganhou o selo de redutora de doenças cardiovasculares da FDA
Quantidade recomendada: 30 gramas por dia ou de cinco a seis unidades
CHÁ VERDE
Auxilia na prevenção de tumores malignos. Estudos indicam ainda que pode diminuir as doenças do coração, prevenir pedras nos rins e auxiliar no tratamento da obesidade
Quantidade recomendada: De quatro a seis xícaras por dia (para reduzir os riscos de gastrite e câncer no esôfago)
 
MAÇÃ
Ajuda a prevenir tumores malignos, diz o médico Michael Roizen. O consumo regular de frutas variadas auxilia na redução de doenças cardíacas e da pressão sanguínea, além de evitar doenças oculares como catarataQuantidade recomendada: cinco porções de frutas por dia
PEIXES
Os peixes ricos em ômega 3, como a sardinha, o bacalhau e o salmão, são poderosos aliados na prevenção de infartos e derrames. Estudos indicam também que reduzem dores de artrite, melhoram a depressão e protegem o cérebro contra doenças como o mal de AlzheimerQuantidade recomendada: pelo menos 180 gramas por semana (para reduzir o risco de doenças cardiovasculares)
SOJA
Ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, segundo a FDA. Seu consumo regular pode diminuir os níveis de colesterol ruim em mais de 10%. Há indicações de que também ajuda a amenizar os incômodos da menopausa e a prevenir o câncer de mama e de cólonQuantidade recomendada: 150 gramas de grão de soja por dia, o equivalente a uma xícara de chá (para reduzir o colesterol)

TOMATE
Auxilia na prevenção do câncer de próstata
Quantidade recomendada: uma colher e meia (sopa) de molho de tomate por dia


 
VINHO TINTO
A uva vermelha, presente no vinho ou no suco, ajuda a aumentar o colesterol bom e evita o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração
Quantidade recomendada: dois copos de suco de uva ou uma taça de vinho tinto por dia
Saiba mais visitando a página sobre Alimentos Funcionais 
* As quantidades de alimentos indicadas se referem apenas à prevenção das doenças especificadas. A dosagem ideal para o combate das demais ainda não foi identificada pelos pesquisadores
Teste o impacto que os hábitos alimentares podem ter sobre a sua expectativa de vida
1. Você tem o hábito de tomar café-da-manhã?
(Contabilize quantas vezes na semana isso acontece e digite no campo abaixo)
2. Você come mais alimentos assados do que fritos?
 Sempre
 Com freqüência
 Às vezes
 Nunca



3. Você gosta do sabor de peixes?
 Muito
 Sim, mas prefiro carne vermelha
 Não
4. No supermercado, você lê a composição dos produtos para evitar alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas?
 Sempre
 Freqüentemente
 Às vezes
 Nunca
5. Você costuma acrescentar ingredientes à receita com o objetivo de acentuar o sabor da comida?
 Sempre acrescento ingredientes à receita
 Às vezes acrescento ingredientes à receita
 Raramente acrescento ingredientes à receita
6. Há frutas em sua cozinha?
 
Sempre
 Freqüentemente
 Às vezes
 Nunca
7. Assinale os hábitos que fazem parte de sua rotina alimentar e some os pontos correspondentes:
 Comer alimentos pouco gordurosos
 Comer frutas e legumes com casca
 Colocar os alimentos comprados no supermercado logo na geladeira
 Usar ervas, legumes e verduras frescos
 Usar temperos frescos
8. Você faz as refeições à mesa ou costuma comer enquanto vê televisão ou lê um livro?
 Faço todas as refeições à mesa
 Freqüentemente faço as refeições à mesa
 Às vezes faço as refeições à mesa
 Nunca faço as refeições à mesa
9. Quando você cozinha, escolhe receitas de fácil execução?
 Sim
 Freqüentemente
 Raramente
 Nunca
10. Você se sente culpado quando come doces e alimentos gordurosos, no lugar de um prato saudável?
 Não sinto nenhuma culpa
 Sinto um pouco de culpa
 Sinto bastante culpa
 Minha culpa é tanta que como pensando na quantidade de calorias que estou ingerindo
11. Você pára de comer quando tem a sensação de que está satisfeito?
 Sim
 Freqüentemente
 Às vezes
 Nunca
12. Você toma um copo de água entre uma e outra taça de vinho?
 Sim
 Freqüentemente
 Às vezes
 Nunca
13. No restaurante, você pede que o molho de sua salada seja servido à parte?
 Sim
 Freqüentemente
 Às vezes
 Nunca
14. Quando vai ao restaurante, você pergunta ao garçom detalhes sobre o preparo dos pratos?
 Sim
 Freqüentemente
 Às vezes
 Nunca
15. Assinale os utensílios que você tem na cozinha e some os pontos correspondentes:
 Forninho elétrico
 Freezer
 Frigideira antiaderente
 Grelha
 Liquidificador
 Microondas
 Assadeira
 Processador de comida
 Saladeira
 Saca-rolhas
 Torradeira
Total de pontos=Anos de vida
O resultado desta conta está expresso em anos de vida. Indica se seus hábitos alimentares fazem com que sua idade seja equivalente à de alguém mais jovem ou mais velho
Digite sua idade  
Equivalência de idade 
Se a conta der uma fração (2,8 anos, por exemplo), arredonde para a casa inteira mais próxima (três anos)
Este artigo não pretende a prescrição ou indicação de medicamentos. Se você apresenta algum dos sintomas citados procure um Médico pois nada substitui uma consulta com um Médico especializado, pois tanto para a mulher como para o homem, a avaliação Médica e especialmente a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada e só deve ser prescrita por Médico Especialista, e que para se ter uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional do paciente e  fazer um estudo pormenorizado com exames laboratoriais, inclusive Ortomoleculares como o Teste do Cabelo (Mineralograma)e outros através de sangue, urina e fezes.
Dr. Rogério Alvarenga é Médico (CRM-RJ 23.389-0), Especialista em Medicina Ortomolecular. É também Endocrinologista e tem Título de Especialista em Nutrologia Médica pela AMB. É membro da Academia de Ciências de NovaYork ("The New Academy of Sciences" - USA) entre outras no exterior. Membro da ABESO(Associação Brasileira para Estudos da Obesidade) e  outras. Membro-Fundador da SOMORJ-Sociedade de Medicina Ortomolecular do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: http://www.palavrademedico.com.br/tema18.html

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