ENTENDA COMO O BOTOX VAI ALÉM DA ESTÉTICA E GANHA ESPAÇO COMO TRATAMENTO PREVENTIVO E TERAPÊUTICO: EXISTE IDADE IDEAL PARA INICIAR TRATAMENTO? - 'BOTOX DA BARBIE' IMITA PESCOÇO DE BONECA,, BOTOX ÍNTIMO AMPLIA PRAZER NA HORA DO SEXO - O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE APLICAR TOXINA BOTULÍNICA
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Entenda como o botox vai além da estética e ganha espaço como tratamento preventivo e terapêutico
Saiba quando o procedimento é indicado e como garantir resultados seguros e naturais
Por O Globo — Rio de Janeiro
31/03/2026 02h30 Atualizado há 2 dias
Não existe uma faixa etária fixa para iniciar a aplicação. A recomendação depende de fatores individuais, como características da pele, intensidade da movimentação facial e predisposição genética ao envelhecimento.
"A avaliação é sempre personalizada. Mais importante do que a idade é entender o comportamento muscular e as necessidades específicas de cada paciente", explica Dr. João Bertolini, preceptor de cosmiatria do ISMD-SP.
O chamado uso preventivo da toxina botulínica tem se tornado cada vez mais comum, especialmente entre pacientes mais jovens. Nesse caso, o procedimento é feito antes que as rugas se tornem profundas, com o objetivo de suavizar a contração muscular e retardar os sinais do envelhecimento.
Segundo Gabriella Vilela, médica e preceptora da Faculdade ISMD, "a toxina botulínica preventiva atua modulando a contração repetitiva dos músculos faciais, reduzindo a formação progressiva de marcas de expressão e retardando sua evolução para rugas estáticas. Trata-se de uma estratégia que, quando bem indicada e individualizada, contribui para um envelhecimento mais harmonioso e natural."
Além do uso estético, a toxina botulínica também possui aplicações terapêuticas importantes. Entre as principais indicações estão o tratamento de bruxismo, enxaqueca crônica, hiperidrose (suor excessivo), espasmos musculares, entre outras condições.
"Muitas pessoas ainda associam o botox apenas à estética, mas ele é amplamente utilizado na medicina, com resultados comprovados em diversas condições clínicas, como no tratamento da rosácea e prevenção de quelóide, por exemplo", complementa João Bertolini.
A recomendação do procedimento deve sempre ser precedida por uma avaliação detalhada, que considera anatomia facial, força muscular, histórico do paciente e expectativas em relação aos resultados.
"A aplicação exige conhecimento técnico e planejamento. Isso garante não apenas a eficácia, mas também a naturalidade dos resultados, e até mesmo na duração do efeito", reforça Gabriella.
Especialistas alertam que, apesar de ser minimamente invasivo, o procedimento deve ser realizado por profissionais qualificados, utilizando produtos regularizados e em ambiente seguro.
Fonte:https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2026/03/31/entenda-como-o-botox-vai-alem-da-estetica-e-ganha-espaco-como-tratamento-preventivo-e-terapeutico.ghtml
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Botox: existe idade ideal para iniciar tratamento? Veja o que considerar
Essa é uma das dúvidas mais frequentes, principalmente para pessoas que já apresentem rugas e linhas, o que pode ocasionar incômodos na autoestima
Por O Globo — Rio de Janeiro
20/10/2024 06h00 Atualizado há um ano
A técnica, inspirada nos cuidados de beleza das coreanas, consiste em retardar os efeitos do tempo aproveitando a alta produção de colágeno da juventude.
Quanto antes, melhor. No entanto, de acordo com a dentista, o tratamento pode começar em qualquer idade e a vantagem de se antecipar é justamente a manutenção da naturalidade, diminuindo os riscos de pecar pelo exagero, uma vez que o gerenciamento mantém a estética suave e harmoniosa.
Prevenção é a palavra-chave. "É começar a cuidar antes de envelhecer. Muita gente pensa que só precisa cuidar do rosto quando os sinais de envelhecimento aparecem, só que a Coreia, que é pioneira quando se fala em beleza e estética, foca no cuidado do rosto desde bebê. Então lá gerenciam o envelhecimento antes dele acontecer."
Para que o gerenciamento seja bem-sucedido, procedimentos como bioestimuladores de colágeno, botox, peeling, preenchimentos e a boa e velha skincare são aliados.
Quanto mais cedo, melhores os resultados. A profissional indica o início do "tratamento" a partir dos 21 anos: "Já iniciar com o botox, com os cuidados da face, peeling, colágenos, aproveitando que a produção ainda está em alta nessa fase, antes dela despencar."
Com uma boa conversa e alinhamento de expectativa e planejamento, o risco de exageros pode ser evitado. “O exagero já foi algo visto como 'legal', hoje em dia já não é mais. Podemos ver muitos famosos hoje removendo os preenchedores e optando por algo mais natural.”
Além disso, caso o paciente opte, os preenchedores são reversíveis através do uso da Hialuronidase, que é a enzima que degrada o ácido.
A manutenção depende de cada caso e de cada organismo, podendo acontecer de 6 em 6 meses ou de ano em ano. Karen adverte que para uma boa continuidade dos resultados, deve-se manter uma boa alimentação e beber bastante água, além de reposição de vitaminas orais.
Derretimento da face, olheiras e rugas são queixa mais comum de quem procura por procedimentos para o gerenciamento do envelhecimento. "Mas uma vez feito, praticamente todos os efeitos são instantâneos", afirma.
Fonte:https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2024/10/20/botox-existe-idade-ideal-para-iniciar-tratamento-veja-o-que-considerar.ghtml
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'Botox da Barbie': procedimento que imita pescoço de boneca tem finalidade para além da estética; entenda
Intervenção com toxina botulínica tem como objetivo alongar silhueta e reduzir tensão muscular, mas também apresenta riscos
Por
— Rio de Janeiro
05/09/2024 04h01 Atualizado há um ano
— O procedimento utiliza da toxina botulínica no músculo trapézio a fim de diminuir a hipertrofia e normalmente utilizado para contratura muscular. Acabou viralizando como uma busca para melhorar o contorno e a essa região inferior do pescoço — afirma.
O dermatologista Victor Bechara explica que a popularização se deve à realização do procedimento com fins estéticos, não só de saúde.
— O Botox no trapézio tem como indicação diminuir volume desta região dos ombros, dando um efeito mais longilíneo à paciente. Procedimento muito comum em pacientes asiáticas que possuem esta região mais volumosa, ganhou relevância ultimamente em pacientes ocidentais para esse efeito longilíneo que proporciona quando bem indicado — comenta Victor.
Maiéve, que é contra o procedimento, alerta também para os riscos da atrofia muscular causada pela aplicação de botox somente por razões estéticas.
— O inconveniente é que para a gente realmente conseguir ter um resultado de afinar, de uma atrofia muscular importante, a gente acaba perdendo a função do trapézio. Normalmente os pacientes que tem esse trapézio mais hipertrofiado, são pacientes que usam essa musculatura, que malham, que tem uma atividade física importante. Isso acaba diminuindo a função, então no meu ponto de vista é inadmissível fazer uma atrofia muscular só para conseguir ter uma diminuição do contorno dessa região superior das costas e inferior do pescoço. A perda de função não justifica o ganho estético — explica a médica.
Ela destaca também que o excesso de Botox pode, a longo prazo, diminuir seu efeito.
— Esse é um músculo muito forte, muito espesso e para conseguirmos realmente uma atrofia dele, precisamos de um volume grande de toxina botulínica. No futuro, isso pode acabar aumentando a toxicidade e a resistência dela, acabando com o efeito com a toxina no futuro — pondera.
Fonte:https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2024/09/05/botox-da-barbie-procedimento-que-imita-pescoco-de-boneca-tem-finalidade-para-alem-da-estetica-entenda.ghtml
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Botox na região íntima amplia prazer na hora do sexo? Entenda o procedimento
Biomédico explica que produto também pode ser usado em outras partes do corpo
Por O Globo — Rio de Janeiro
22/08/2024 04h01 Atualizado há um ano
Quando se ouve falar em botox, logo se pensa em tratamentos estéticos para rugas e linhas de expressão no rosto. No entanto, o produto está sendo utilizado de uma forma bem diferente: na região anal. O procedimento está ganhando espaço no universo da saúde íntima, oferecendo alívio para condições desconfortáveis e melhorando a qualidade de vida dos pacientes que o adotam.
Mas afinal, o que é botox anal ?
Especializado em harmonização íntima masculina, Dr. Vitor Mello explica que o botox anal é um procedimento que envolve a aplicação de toxina botulínica nos músculos ao redor do ânus e tem como principal objetivo relaxar a musculatura da região, o que pode ser especialmente útil para tratar fissuras anais e espasmos esfincterianos.
O tratamento, segundo ele, é minimamente invasivo e, em geral, apresenta uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, se comparado às cirurgias.
"Ao aliviar a tensão muscular, o botox facilita a cicatrização de fissuras e reduz o desconforto associado a condições dolorosas. Embora o botox seja mais conhecido por seus benefícios estéticos faciais, ele também está começando a ganhar atenção por suas aplicações nas regiões íntimas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes", diz.
O botox anal também pode melhorar o sexo?
Segundo Dr. Vitor, o botox anal pode melhorar as relações íntimas por relaxar os músculos ao redor do ânus, fazendo com que a penetração acontece de forma mais suave e menos dolorosa, proporcionando, assim, uma experiência sexual confortável e prazerosa.
"O botox na região anal pode ajudar a restaurar a confiança, diminuindo o constrangimento e ansiedade durante o ato", destaca o biomédico.
No ano passado, o apresentador Fabio Porchat revelou ter feito um procedimento estético inusitado, mencionando que passou por uma sessão de botox anal. O comentário feito no "Que História é Essa, Porchat?" gerou curiosidade e chamou atenção sobre como funciona a técnica, realizada na tentativa de ajudar a reduzir o suor na virilha em um período de sobrepeso.
Fonte:https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2024/08/22/botox-na-regiao-intima-amplia-prazer-na-hora-do-sexo-entenda-procedimento-ja-feito-por-fabio-porchat.ghtml
Botox: o que você precisa saber antes de aplicar a toxina botulínica
Ele dominou a beleza, mas a toxina botulínica é para você? Saiba como funciona o procedimento estético não cirúrgico mais popular no mundo, entenda seus riscos e descubra outros usos na saúde
Por
24/02/2026 10h35 Atualizado há um mês
A toxina botulínica se tornou onipresente no universo da beleza. Ela se popularizou com o nome Botox, marca criada e patenteada em 1989 pela farmacêutica norte-americana Allergan, que hoje domina o mercado. A aplicação da substância, que atua no relaxamento dos músculos amenizando e prevenindo rugas e linhas de expressão, foi a intervenção estética não cirúrgica mais realizada no mundo em 2024, seguida pelo preenchimento com ácido hialurônico. No total, houve 7,8 milhões de procedimentos, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps). No Brasil, no mesmo período, foram 351 mil aplicações da toxina contabilizadas pelo órgão, o que corresponde a 45,7% das intervenções não cirúrgicas por aqui. “Ela é simples e não requer recuperação; a pessoa pode ir direto para o trabalho depois. Além disso, o resultado chega rápido”, diz o dermatologista Abdo Salomão Jr.
O mecanismo funciona da seguinte maneira: para um músculo contrair, o nervo libera um neurotransmissor chamado acetilcolina (ACh). A toxina consegue enfraquecê-lo a ponto de inibi-lo. O efeito é temporário, geralmente de quatro a seis meses, até que o neurotransmissor volte a ser fornecido e a musculatura retome a força. Nosso organismo se encarrega de absorver e eliminar a substância. A durabilidade depende de vários fatores, sendo o primeiro deles a dosagem — a mais recomendada para o rosto é até 50 unidades (UI), o equivalente a 0,5 ml. Depois, vem o metabolismo do paciente. Em terceiro, a frequência de atividades físicas. Quanto mais exercícios, especialmente os aeróbicos, mais sangue passa pelo corpo e mais rapidamente a substância é eliminada, afirma Salomão Jr.
A reaplicação pode ocorrer a cada quatro meses, mas o intervalo indicado é a cada seis. Após a injeção, o efeito é percebido em três a cinco dias. O pico de desempenho se dá na quarta semana. São raros os casos em que os efeitos ultrapassam os seis meses. Depende da força que a pessoa realiza na musculatura, avalia Bárbara Miguel, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
À medida que o colágeno diminui no nosso corpo e a pele faz movimentos e dobras, forma-se um vinco, a ruga. A chamada ruga dinâmica surge a partir da repetição das expressões faciais, como franzir a testa, e aparece em qualquer idade, normalmente a partir dos 25 anos. Depois, ela pode se tornar uma ruga estática, visível mesmo com o rosto em repouso. A aplicação preventiva da toxina botulínica ocorre justamente antes que essa ruga se consolide de forma permanente.
As áreas campeãs de administração são a testa, a glabela (linha entre as sobrancelhas) e os pés de galinha, no canto dos olhos. Outros pontos incluem o nariz, o queixo, o pescoço e o maxilar — neste último caso, para definir o contorno facial. Bárbara afirma que, sem contar a menoridade, não existe faixa etária preestabelecida para aderir ao protocolo. É preciso individualizar o tratamento, avaliar a mímica e a textura da pele, sempre pensando na naturalidade e na mobilidade da face. Ter expressão é importante.
Além dos médicos, a regulamentação brasileira permite que outros profissionais apliquem a toxina botulínica, como biomédicos, farmacêuticos, dentistas, enfermeiros e fisioterapeutas. O tema, porém, gera debates. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preconiza que, diante dos riscos, apenas médicos sejam habilitados, pois sabem proceder em caso de complicações. “Vemos uma banalização dos injetáveis, como se fossem algo totalmente inofensivo. Não é um procedimento de salão. Envolve nervos, vasos, músculos, técnica e segurança”, opina Bárbara Miguel. A especialista também alerta para episódios de falsificação da substância, o que pode provocar botulismo, um quadro de paralisia muscular grave. “O mais importante é quem está por trás da agulha, a estrutura do atendimento e o tipo de produto usado. Se está muito barato, desconfie”, diz. Uma aplicação confiável custa em torno de R$ 1.500 a R$ 2.500, mas o valor varia conforme a dose e o profissional.
Um estudo da Escola Paulista de Medicina da Unifesp analisou cinquenta pesquisas internacionais sobre o uso estético da toxina entre 2017 e 2022 e concluiu que o Botox não deve ser classificado como “minimamente invasivo”, termo que pode induzir a uma falsa sensação de segurança. O trabalho foi coordenado pela médica Samira Yarak e publicado em fevereiro de 2025. Entre as contraindicações para a intervenção estão pacientes com quadros infecciosos medicados com antibióticos ou que fazem uso de remédios para tratamentos neuromusculares, gestantes e lactantes, além de pessoas com doenças neurodegenerativas.
A administração, geralmente precedida por anestésicos tópicos, costuma causar sensação de picada, beliscão e leve ardência. O procedimento leva, no máximo, dez minutos. Vermelhidão, formigamento e sensação de peso podem surgir nas primeiras horas após a aplicação. Se a agulha perfurar algum vaso, pode aparecer um hematoma passageiro no local. Há ainda possíveis efeitos indesejados, como ptose palpebral (queda da pálpebra superior) e sorriso assimétrico. São temporários, mas causam desconforto. Por isso, costuma-se pedir um retorno no 15º dia para checar a simetria do rosto e realizar o refinamento do procedimento, explica Abdo Salomão Jr. A única restrição é evitar exercícios físicos nos três dias seguintes.
Rufino Ribeiro, 48 anos, empresário de recursos humanos e tecnologia, tornou-se adepto fiel. Há nove anos, o mineiro realiza aplicação de Botox a cada seis meses. Ele conta que tinha fama de bravo por causa da fisionomia e não queria transmitir essa imagem. Além disso, trabalhava doze horas por dia e exibia um rosto cansado. “Virou parte da rotina. Antes, não me cuidava, mas entendi que os homens podem ter essa atenção para se sentir melhores com a aparência”, afirma.
Apesar da fama no universo da beleza, a toxina botulínica não foi desenvolvida com finalidade estética. Seu uso inicial era estritamente terapêutico, voltado ao tratamento de distúrbios neuromusculares como estrabismo, blefaroespasmo e distonia cervical. No fim da década de 1990, estudos conduzidos pela Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética passaram a demonstrar sua eficácia na suavização de sinais do envelhecimento facial.
A substância segue amplamente empregada no tratamento de diversas condições médicas. No caso do bruxismo, hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes, a aplicação no músculo masseter ajuda a reduzir a força da mandíbula. Trata-se de um protocolo funcional, com doses maiores, pois os músculos envolvidos são mais espessos e potentes. O resultado leva um pouco mais de tempo para atingir seu potencial máximo, com melhora progressiva em até dez dias, explica Ricardo Gaeta, cirurgião-dentista da Gaeta Odontologia. Ele ressalta que a técnica atua no controle dos danos a curto prazo, sendo necessária uma abordagem multidisciplinar.
Em 2011, a toxina botulínica foi aprovada pela Anvisa para o cuidado da enxaqueca crônica, por sua capacidade de reduzir de forma significativa a liberação dos neurotransmissores responsáveis pela dor. O método é conhecido como Protocolo Preempt e consiste na aplicação do composto em 31 pontos distribuídos pela região frontal do rosto, têmporas, cervical e ombros, explica a neurologista Simone Amorim. Os ciclos das injeções são mais frequentes, a cada três meses, e a dosagem pode chegar a 150 unidades. Após o primeiro ano de tratamento, o intervalo pode ser estendido. Enquanto na estética a toxina é aplicada nos músculos, nesse caso o objetivo é atuar próximo aos nervos. Os pacientes relatam melhora significativa da dor e maior espaçamento entre as crises já nos primeiros dez dias. O custo médio por sessão gira em torno de R$ 5 mil, e não há cobertura obrigatória pelos planos de saúde.
Quem convive com excesso de suor, condição conhecida como sudorese ou hiperidrose, também encontra na toxina uma aliada. De acordo com Ligia Novais, dermatologista titulada pela SBD e fundadora da Sablier Clinique, os homens costumam ser o principal público dessa técnica, pois apresentam maior número de glândulas sudoríparas ativas e maior massa muscular, fatores que contribuem para o aumento do calor corporal. Em regiões como axilas, mãos e pés, a toxina bloqueia a comunicação nervosa responsável por estimular as glândulas sudoríparas. As aplicações são intradérmicas, e a dosagem varia de acordo com o paciente. Após a sessão, a redução do suor pode ser percebida a partir do segundo dia, com efeitos que podem durar até um ano, quando se indica a reaplicação.
Fonte:https://gq.globo.com/cuidados-pessoais/noticia/2026/02/botox-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-aplicar-a-toxina-botulinica.ghtml
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