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34, 60 ou 78? Ciência divide o envelhecimento em três fases
Perda de massa muscular, enfraquecimento ósseo e redução da mobilidade estão entre as mudanças associadas ao envelhecimento biológico
Por La Nacion
14/09/2026 10h47 Atualizado há um dia
A passagem do tempo deixa marcas visíveis no corpo humano, mas a ciência confirmou que o processo de envelhecimento interno começa muito antes do que normalmente percebemos a olho nu. Um estudo publicado na prestigiada revista Nature Medicine, desenvolvido por especialistas da Universidade Stanford, conseguiu estabelecer com precisão matemática quando nosso relógio biológico começa a acelerar.
Por meio da análise do plasma sanguíneo de 4.263 doadores, com idades entre 18 e 95 anos, os pesquisadores concluíram que a partir dos 34 anos o corpo começa a apresentar sinais claros de deterioração física.
A equipe científica, liderada pelo pesquisador Tony Wyss-Coray, concentrou-se nas proteínas presentes no plasma, descrevendo-as como os motores fundamentais das células do organismo. Segundo explicou o autor do estudo: “As proteínas são os cavalos de batalha das células que compõem o corpo e, quando seus níveis relativos sofrem mudanças substanciais, isso significa que você também mudou”.
Após examinarem mais de 3 mil proteínas diferentes em cada participante, os cientistas identificaram que 1.379 delas apresentavam variações significativas de acordo com a idade cronológica. De fato, os pesquisadores determinaram que, monitorando apenas 373 dessas proteínas, é possível prever com alta precisão a idade de uma pessoa.
O estudo classifica o processo de envelhecimento em três etapas biológicas distintas. A primeira fase, denominada idade adulta, compreende o período dos 34 aos 60 anos. Em seguida, inicia-se a fase da maturidade tardia, que vai dos 60 aos 78 anos, para finalmente dar lugar à velhice, a partir dos 78 anos.
Esse fenômeno está intimamente ligado à diminuição da capacidade do organismo de reparar o ácido desoxirribonucleico (DNA), o que provoca alterações na função dos tecidos. Além disso, o modelo introduziu o conceito de “lacuna de idade”, uma medida que permite comparar a idade biológica de uma pessoa com a de seus pares, com base em seu perfil molecular específico.
Esse processo degenerativo, que se torna sistemático com o avanço das décadas, manifesta-se por meio de um padrão recorrente. Entre os sinais mais comuns observados nos participantes, Wyss-Coray destacou o enfraquecimento da estrutura óssea, a perda de massa muscular e uma redução significativa da mobilidade. Além disso, fatores como metabolismo mais lento, diminuição da capacidade auditiva e visual, surgimento de rugas e manchas na pele e perda de agilidade mental para recordar informações do cotidiano fazem parte do quadro biológico padrão do envelhecimento.
Segundo o pesquisador, à medida que avançamos por essas etapas, a produção de proteínas diminui continuamente, refletindo a deterioração estrutural do organismo. Essa descoberta científica permite compreender a velhice não apenas como uma percepção cultural ou estética, mas como uma transformação molecular previsível que começa muito antes dos sintomas externos mais evidentes.
Fonte:https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/09/14/34-60-ou-78-ciencia-divide-o-envelhecimento-em-tres-fases.ghtml?giftId=16af35f6e0f5faf
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