SAIBA COMO ELIMINAR ÁCAROS,LIDAR COM ANIMAIS E EVITAR REAÇÕES ALÉRGICAS DENTRO DE CASA

 

 

Saiba como eliminar ácaros e evitar

reações alérgicas dentro de casa

 

Pessoas com rinite ou asma costumam sofrer mais com o problema.
Especialistas explicam como limpar colchões, travesseiros e cortinas.

Os ácaros são organismos extremamente pequenos, visíveis apenas por um microscópio, mas que podem causar grandes transtornos para a saúde.
Isso porque eles podem estar em qualquer lugar dentro de casa e são os principais desencadeadores de alergias respiratórias, como explicaram o infectologista Caio Rosenthal e o alergista Clóvis Galvão no Bem Estar desta segunda-feira (6).
No entanto, os médicos alertaram que, para o ácaro provocar uma reação alérgica, a pessoa precisa já ter algum problema – geralmente, são aquelas que têm asma ou rinite, alergias respiratórias mais comuns. Por isso, nesses casos, é ainda mais importante se preocupar com a higienização correta de colchōes, travesseiros, cobertores e também cortinas, objetos que podem acumular muitos ácaros.
 
 
    Doenças alérgicas (Foto: Arte/G1)
 
Em relação ao travesseiro, o alergista Clóvis Galvão alertou que, em apenas dois anos de uso, um terço de seu peso é formado por ácaros – por isso, de maneira geral, a dica é trocá-lo a cada dois anos.
Não é recomendado também lavar os travesseiros porque, durante a secagem, eles ficam úmidos e podem criar um ambiente favorável para a proliferação desses organismos – a dica é optar, se for o caso, pela lavagem a seco.
O médico alertou também que pessoas com alergias respiratórias devem evitar travesseiros de ervas e plumas e cobertores porque esses acumulam mais ácaros e fungos. Nesses casos, os mais indicados são os travesseiros de látex ou espuma e os edredons. No entanto, caso a pessoa queira muito utilizar um travesseiro de pluma ou um cobertor, ela pode optar por capas ou protetores antiácaro, como - as mais seguras são as que têm zíper, que deixam os organismos “aprisionados”.

Ainda no quarto, o infectologista Caio Rosenthal explicou que, na hora de dormir, é importante trocar a colcha que cobre a cama durante o dia por uma nova. Fora isso, as almofadas e colchões devem ser higienizados semanalmente com um aspirador.
Além dos cuidados na hora de dormir, é importante ficar também atento a outros momentos e partes da casa, como o piso, por exemplo.
O carpete geralmente acumula mais poeira e pode não ser a melhor opção – os pisos mais fáceis de limpar são os melhores, assim como as cortinas, que devem ser lavadas uma vez por semana, no mínimo, especialmente as persianas. Há ainda a opção de colocar os travesseiros e colchões no sol, o que pode ajudar a matar os ácaros, mas não eliminá-los totalmente - por isso, ao tirar o objeto do sol, é importante sempre aspirá-lo.

Cuidados com animais de estimação

 A repórter Marina Araújo foi na casa de três telespectadoras para ver como está a situação dos travesseiros, colchões e da higiene da casa em geral. A administradora Vera Lúcia Meula mostrou que tem vários bichos de pelúcia na cama e também dois cachorros, um inclusive que dorme com ela.
Segundo a veterinária diretora do Hospital Veterinário da USP, Silvia Ricci, quem tem animal de estimação em casa deve se preocupar em lavar as patas quando ele volta da rua, para eliminar a sujeira. O mais indicado é utilizar água e sabão neutro, mas podem ser usados também sabonetes antibacterianos ou lenços umedecidos. Em casa de pessoas alérgicas, a dica principal é dar banho no animal uma vez por semana.

Solução caseira acaricida

 Para eliminar o ácaro, há uma receita indicada pelo alergista Clóvis Galvão que pode ser aplicada com uma escova ou pano em persianas, sofás, cortinas e carpetes, por exemplo. Veja abaixo como prepará-la:
- Misture 200 ml de vinagre de vinho branco em 4 litros de água
*Essa receita pode reduzir em 87% o número de ácaros.


Saiba quais os cuidados para ter uma relação segura com animais em casa

Bichos domésticos devem ser vacinados e levados ao veterinário.
Fezes devem ser recolhidas logo após a defecação; veja mais dicas.

Ter um animal de estimação em casa traz muita alegria para a família, mas é extremamente importante saber cuidar do bichinho para que essa relação seja saudável e proveitosa.
A primeira dica é levá-los ao veterinário a cada 6 meses e manter os cuidados nutricionais e a vacina em dia, como alertou a veterinária Silvia Ricci no Bem Estar desta segunda-feira (18).
Os cuidados com a higiene também são importantes e os animais, principalmente aqueles que circulam na área interna da casa, devem ser escovados e limpos toda semana ou uma vez a cada 15 dias.

Segundo o infectologista Caio Rosenthal, a limpeza dentro da casa também exige cuidados, especialmente em relação às fezes – a dica é recolhê-las logo após a evacuação, seja em casa ou na rua, para diminuir o risco de transmissão de doenças.
Vale lembrar que não é recomendável entrar em contato direto com os dejetos e, por isso, o uso de luvas é obrigatório.

Após recolher as fezes, o chão pode ser limpo com água e sabão. Vez ou outra, é bom usar desinfetante e hipoclorito de sódio a 2,5% (uma colher de sopa por balde de água), principalmente nas áreas em que o animal costuma urinar porque essa limpeza mais profunda pode também diminuir o cheiro.
A veterinária alerta, no entanto, para que o chão seja bem enxaguado após a limpeza para que o produto usado não cause dermatite de contanto no animal caso ele pise ou deite no local.

Ciclo da raiva (Foto: Arte/G1)
 
Para prevenir doenças e outros problemas de saúde, é importante sempre lavar as mãos após brincar com os animais, principalmente as crianças. O infectologista Caio Rosenthal explicou que, entre as doenças que podem ser transmitidas por gatos e cachorros, a raiva é a mais grave.
A contaminação pode acontecer através de arranhões ou mordidas desses animais e, por isso, é importante que eles estejam com a vacina antirrábica em dia, para diminuir o risco da doença.
Gatos e cachorros podem transmitir também o bicho geográfico, pelas fezes. Ao entrar em contato com os dejetos do animal, as larvas podem entrar na pele da pessoa e contaminar principalmente a região dos pés, nádegas e coxas.
Uma dica para prevenir esse problema é fazer a vermifugação do animal doméstico a cada 4 meses, preferencialmente com indicação do veterinário e com exame de fezes.
Há também o risco de toxoplasmose, transmitida pelas fezes dos gatos. Nesse caso,
o cuidado é maior para as grávidas porque a doença pode causar problemas congênitos graves no bebê e até mesmo o aborto. Outro meio de contaminação é a carne de vaca e boi mal passada, que pode não só atingir os humanos, como também os gatos. Para evitar, é importante que as fezes do bichinho sejam recolhidas com uma pá e descartadas o mais rápido possível.

Em relação à convivência do dia a dia, também vale tomar alguns cuidados. Pode parecer difícil ficar sem beijar os gatos e cachorros, mas esse hábito pode ser perigoso mesmo no caso dos bichinhos que não costumam freqüentar a rua porque os pelos são locais onde as fezes são depositadas.
É importante também não deixar o animal lamber o rosto ou a boca de ninguém na família, especialmente aqueles que têm a imunidade baixa, porque a saliva tem bactérias e vírus causadores de doenças.

No caso dos bebês, por exemplo, o sistema imunológico ainda não está totalmente formado e, por isso, as mães devem evitar o contato com os animais nos primeiros meses.
Crianças com rinite alérgica não precisam necessariamente se afastar dos animais porque, na maioria das vezes, a alergia não está relacionada a eles. Para minimizar as crises alérgicas dos pequenos, é bom escovar e dar banho regularmente nos bichinhos.
Pombos
Os médicos alertaram também para o risco de transmissão de doenças através das fezes dos pombos. Não é necessário o contato direto com os dejetos; apenas o bater das asas dos bichos pode contaminar e transmitir duas doenças, a criptococose e a histoplasmose. Os sintomas são febre, dor torácica, dor de cabeça, rigidez na nuca e distúrbios visuais - em pessoas com baixa imunidade, o risco é enorme e essas doenças podem ser até fatais.


A dica dos médicos para se proteger e proteger toda a família é, principalmente, não alimentar os pombos. Se eles têm o que comer, podem se proliferar excessivamente, causando o desequilíbrio populacional e afetando a qualidade de vida das pessoas.
Para limpar as fezes dos pombos, é obrigatório usar luvas e, em casos mais específicos, também máscaras. O pano úmido com água e sabão evita que os dejetos se dispersem; não é recomendável usar uma vassoura. Para afastar os pássaros, a dica é colocar uma proteção com grade na janela, fios de nylon e objetos brilhantes e coloridos para que eles se assustem. Gel e naftalina também podem ajudar a espantar outros pássaros que podem pousar na janela, não só os pombos.

Fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/

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