TUDO SOBRE OS CUIDADOS COM A REGIÃO ÍNTIMA FEMININA


Tudo sobre os cuidados com a região íntima feminina


Ginecologista responde aos principais questionamentos das mulheres sobre limpeza e proteção da região íntima.



Arquivo pessoal
Dra. Nilma Neves é ginecologista


A médica Nilma Neves, professora de Ginecologia da Universidade Federal da Bahia, fala sobre os cuidados que as mulheres devem ter com a região íntima. 
1. Por que é importante cuidar da região íntima e manter o pH equilibrado?
Cada parte do organismo humano possui características e propriedades específicas e, precisa de atenção e cuidados especiais. A área externa da região íntima possui uma camada protetora naturalmente ácida, que previne a proliferação de microrganismos e bactérias não pertencentes a esse ambiente. A acidez do pH da região atua como um mecanismo de defesa, prevenindo infecções, irritações e possíveis odores. Por isso, manter em equilíbrio o pH é indispensável à sua preservação.

2. E como podemos manter o pH da região íntima em equilíbrio?
O melhor recurso para esse cuidado é a higienização com sabonetes íntimos com pH ácido, que, de acordo com o Guia sobre Higiene Íntima da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) são especialmente formulados para não agredir a pele e as mucosas da área íntima1.
3. Ainda com todos os cuidados, às vezes as mulheres notam odores indesejados. Por que isso pode acontecer?
Há fatores externos ligados ao comportamento da mulher que podem prejudicar a preservação do caráter ácido da pele. Suor, abafamento, higiene inadequada e uso de roupas justas e de tecidos sintéticos são elementos que podem dificultar a ventilação ou agredir a região íntima e, como consequência, alterar o seu pH, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de incômodos desse tipo.
4. Fale um pouco mais sobre esses fatores externos e como afastar os odores indesejados nesses casos.
Pouca ventilação: o uso frequente de roupas justas ou que deixam a região íntima abafada por muito tempo pode trazer um odor mais forte. O ideal é evitar esse tipo de peça, mas quando não conseguir, é importante não exceder muito o período com a roupa.
Muito tempo fora de casa: a higienização deve ser feita pelo menos uma vez ao dia em climas mais amenos e de uma a três vezes em temperaturas mais quentes. Quem fica muito tempo fora de casa e une a isso outros fatores como a prática de exercício físico e o uso de roupas justas, por exemplo, deve redobrar o cuidado.
Prática de exercício físico: na correria do dia, muitas vezes torna-se impossível sair do trabalho e passar em casa antes de ir para academia para tomar uma ducha. Desta forma, levar uma nécessaire com alguns produtos que facilitem principalmente a limpeza íntima, é indispensável.
Tipo de lingerie: aliado a agitação da vida moderna, surgiram mudanças de hábitos como o uso mais frequente de roupas sintéticas e calcinhas de lycra, que prejudicam a ventilação, alterando o pH e criando um ambiente propício ao desenvolvimento de odores e infecções ginecológicas.
Menstruação: no período menstrual há uma variação do pH da região íntima. Essa fase afeta as mulheres de diversas formas. Uma delas é a mudança no odor vaginal, já que o sangue, em contato com o ar, pode causar um odor peculiar, que incomoda as mulheres. Trocar o absorvente sempre que perceber que a região íntima está úmida e higienizar com sabonete específico para a região, com pH equilibrado, pode ajudar a amenizar o cheiro.
  1. De forma geral, o odor pode ser prevenido com o cuidado adequado com a higiene íntima. A escolha de um sabonete adequado, hipoalergênicos e apropriados para a higiene íntima pode reduzir a chance de ocorrência de quadros irritativos e odores indesejados.

Referências:
1FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Orientações sobre higiene íntima feminina baseadas no 1º Guia prático de condutas sobre higiene genital feminina. São Paulo: FEBRASGO, 2010.


Fonte:http://saude.ig.com.br/bemestar/2013-12-05/saude-intima-perguntas-e-respostas-com-especialista.html


Os cuidados com a higiene íntima feminina

Eles ajudam a eliminar odores e a proteger a região genital da mulher de problemas sériosPor Adriana Toledo

Suor, gordura, umidade, urina e células mortas. Convenhamos que o assunto é embaraçoso e até escatológico. Mas não tem jeito: "Tudo isso habita as reentrâncias femininas, e basta um descuido para causar desde ardência, irritação e um constrangedor cheiro ruim até a multiplicação de fungos e bactérias nocivos", alerta o ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio- Libanês, em São Paulo. Para evitar esse pacote de encrencas, médicos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a Febrasgo, revisaram 120 artigos científicos e elaboraram o I Guia de Condutas sobre Higiene Íntima Feminina, destinado tanto aos ginecologistas — que às vezes pecam por não orientar as pacientes — quanto ao público leigo. 

"A ideia é responder a dúvidas referentes à frequência, ao modo correto de fazer a limpeza, aos produtos de higiene adequados, além de condutas para situações específicas", descreve o ginecologista Nilson Roberto de Melo, presidente da Febrasgo. Seguir essas recomendações à risca é manter o sistema de defesa em ordem nessa região. "A vulva tem um pH ácido e é colonizada por lactobacilos, bactérias que formam uma barreira contra micro-organismos prejudiciais", descreve o ginecologista Paulo Giraldo, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Não interferir demais nesse pH é, portanto, a primeira medida para prevenir não só coceiras e corrimentos mas também uma série de problemas. 

"O excesso ou a falta de higiene e a utilização de produtos inapropriados alteram as defesas locais, favorecendo o ataque de germes como a clamídia, protagonista de infecções pélvicas que podem comprometer a fertilidade", alerta o ginecologista César Eduardo Fernandes, da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. E, uma vez em contato com vírus ameaçadores, como o da hepatite, se o contra-ataque das células defensoras não estiver preparado, o risco de contrair essas doenças aumenta. 

Atenção, mulheres! O fundamental é deixar qualquer constrangimento de lado. Pegue um espelho e, sem o menor receio, analise cada detalhe de sua região íntima. Na ilustração à esquerda, abaixo, identificamos as áreas que precisam ser muito bem higienizadas. Esqueça a região interna da vagina — esqueça mesmo! Duchas e introdução de produtos não são aconselhadas, exceto sob prescrição médica. "O foco da limpeza deve se resumir ao monte púbico, à pele da vulva, à raiz das coxas, à região perianal — entre a vulva e o ânus — e ao interior dos grandes e dos pequenos lábios", ensina Paulo Giraldo. 

A compra do produto 
O sabonete mais apropriado é sempre aquele classificado como hipoalergênico na embalagem. O termo indica que a fórmula foi desenvolvida com o intuito de provocar menos alergias nessa área, que, diga-se, se ressente por qualquer bobagem. Aliás, por isso mesmo, dê preferência aos sabonetes íntimos. "Eles geralmente contêm ácido lático, um componente natural da pele, que confere um pH ideal", justifica o dermatologista Mario César Pires, do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo. 

Segundo Pires, os sabonetes alcalinos ou neutros não são indicados porque tornam as condições da região hostis à multiplicação dos lactobacilos que defendem a vulva. Os produtos em barra também não são uma boa opção. "Além de serem muito abrasivos, são normalmente compartilhados por toda a família, o que facilita a contaminação", afirma Paulo Giraldo. 

A última dica é escolher sabonetes com detergência suave, que formem pouca espuma — eles afetam menos a barreira cutânea. Para mulheres que vivem na correria e não são alérgicas, os lenços umedecidos são uma alternativa para a higiene no meio do dia. Vale testá-lo antes, no antebraço, para observar eventuais reações. Se nada acontecer, está liberado. 

A última etapa do ritual é geralmente a mais negligenciada — a hidratação. Muitas integrantes do time feminino nem fazem ideia de que devem apelar para ela se a pele dos genitais estiver muito ressecada, especialmente após a menopausa. "A dica é recorrer a fórmulas não oleosas, que devem ser aplicadas somente nas regiões de pele", explica Giraldo.

Como higienizar 
Coloque, na ponta dos dedos, uma pequena quantidade do sabonete. Realize movimentos circulares nas áreas descritas anteriormente, contemplando todas as dobras. "Evite trazer conteúdos da região perianal para a vulva, já que ela pode conter coliformes fecais, bactérias que habitam o tubo digestivo", lembra Alexandre Pupo. Enxágue na água corrente, que ajuda na remoção mecânica dos resíduos. Finalmente, use uma toalha seca e limpa para absorver a água restante. 

Duração do procedimento Não vale limpar tudo em um zás-trás — aliás, o que é bem comum. Também não se deve exagerar. O tempo de higienização não deve ultrapassar três minutos para evitar o ressecamento da pele. Dois minutos são o suficiente para fazer uma boa limpeza. 

Frequência diária 
O número de lavagens varia de acordo com a estação do ano. "No clima quente, quando a produção de sebo e de suor fica elevada, a limpeza pode ser realizada até três vezes no mesmo dia. Já no clima frio, uma higienização diária basta", garante Giraldo. Aí, ficar repetindo a sessão limpeza só favorece doenças. 

Condições especiais O excesso de gordura nas obesas promove maior maceração de células mortas e elevação na produção de suor. Portanto, elas são mais propensas a problemas na vulva e precisam reforçar os cuidados com roupas adequadas e hábitos de higiene. "Os lenços umedecidos são uma boa saída para limpeza no intervalo do trabalho, por exemplo. Mas a higienização íntima com água corrente e sabonete apropriado é mais indispensável do que nunca nesse grupo", diz Nilson Roberto de Melo. 

Tirar a calcinha na hora de dormir é outra dica para facilitar a ventilação. Algumas atividades, em particular, aceleram o acúmulo de sujeira lá embaixo. "O exercício induz a fabricação de suor e secreções", exemplifica Nilson. O ideal, portanto, é sair direto da ginástica para o banho, munida de um sabonete íntimo. O mesmo vale para finais de semana na praia. Areia e água do mar formam um coquetel de detritos e umidade nada amigável. Parece muita informação, mas são todos hábitos simples e corriqueiros, que não desperdiçam tempo nem exigem grandes esforços. Em troca, você garante uma sensação de conforto, bem-estar e saúde.




HIGIENE ÍNTIMA: TUDO QUE VOCÊ DEVIA SABER



Higiene Íntima

Apesar de o outono já ter começado, as temperaturas continuam altas e os cuidados com a higiene íntima também. Quem fica fora de casa por muito tempo, chega tarde do trabalho ou faz viagens longas, recorre aos lencinhos umedecidos para manter a limpeza da região. Eles são liberados pelos especialistas, mas apenas para quem não tem alergia ao perfume do produto.
Luciana Crema, ginecologista da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), recomenda o uso dos sabonetes íntimos na hora do banho.

Eles possuem pH ácido, igual ao da vagina, além de ácido lático e soro de leite, substâncias que respeitam as propriedades naturais do local. “Já os sabonetes comuns são alcalinos. Quando usados nessa região, podem causar irritação e desequilíbrio do pH natural, o que favorece a proliferação dos fungos e bactérias”, explica.
Outro cuidado importante é não confundir higiene íntima com duchas íntimas. “A primeira significa lavar somente a região externa da vagina e a segunda é feita quando a mulher introduz o 'chuveirinho' na vagina”. A ginecologista explica que o segundo método prejudica a flora vaginal normal, importantes agentes de defesa local, por isso deve ser evitado.


Durante a menstruação evite os absorventes com perfume, eles causam alergias, coceira e até ardência. Ao contrário do que se pensa, os protetores de calcinha não devem ser usados todos os dias. Com a vagina abafada, o risco de corrimentos e infecções é maior, porque o local fica mais úmido e quente, ambiente propício para as bactérias.
No caso dos absorventes internos ou tampões, o cuidado é ainda maior. Não fique o dia inteiro com eles, o ideal é trocar em intervalos de quatro horas. No período menstrual alterne com absorventes comuns e não use o tampão para dormir.
Quem usa muitas vezes o tampão corre o risco de contrair a síndrome do choque tóxico, uma doença rara, mas grave. O nome estranho é por causa da toxina produzida por essa bactéria, Staphylococcus aureuse. Conhecida por SCT, a síndrome acontece principalmente em quem usa tampões de grande absorção, que retém muito o líquido e expande ao ser retirado. Isso fere as paredes da vagina e libera a entradas das bactérias. Se você tiver o costume de usar tampões e tiver os seguintes sintomas, como febre, vômitos, diarréia ou desmaios procure imediatamente um médico.
No dia-a-dia, a ginecologista indica o uso de roupas leves. Para quem fica muito tempo com a mesma roupa, a dica é fugir das calças apertadas de material sintético. O ideal é escolher peças com tecidos de algodão, saias e vestidos, que facilitam a respiração da região íntima.
As calcinhas também devem ser de algodão. Reserve as lingeries de renda e nylon para ocasiões especiais, já que também atrapalham a respiração do local, aumentando sua umidade natural.
Entretanto, não adianta todos esses cuidados se você não lavar a sua roupa íntima da forma certa. Segundo a ginecologista nada de lavar a calcinha no chuveiro e deixá-la secando no Box. “Ao fazer a limpeza no banho, aumenta-se a chance de sobrarem resíduos de produto no tecido, além de a calcinha ficar exposta a um ambiente quente e úmido, propício à proliferação dos microorganismos”, completa.
Por Juliana Lopes

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