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DEPILAÇÃO ÍNTIMA : CONHEÇA OS PRÓS E CONTRAS DE ADOTAR O LOOK NATURAL

Manequins com pelos pubianos fartos e aparentes causaram polêmica na vitrine da loja American Apparel, no bairro do Soho, em Nova York
Manequins com pelos pubianos fartos e aparentes causaram
polêmica na vitrine da loja American Apparel, no bairro do Soho,
em Nova York

 Depilação íntima: conheça os prós e os contras de adotar o look natural

Depois de reinar durante, pelo menos, três décadas, a depilação total ou quase total da região pubiana – conhecida como Brazilian Bikíni Wax – parece perder força, principalmente nos Estados Unidos, onde dominou os salões de beleza e a preferência popular das mulheres durante muitos anos.

Alguns fatos recentes, registrados pela mídia internacional, mostram que começa a surgir uma preferência por um look mais natural, com pelos generosos*. A tendência começa a pegar força especialmente por conta do aval de famosas como Lady Gaga, que foi fotografada para a capa da revista "Candy" com pelos púbicos plenos; a atriz americana Gwyneth Paltrow, de "Homem de Ferro 3", que revelou sua preferência por um visual mais natural, estilo anos 70; e da atriz Cameron Diaz, que em seu livro "The Body Book", lançado recentemente, dedica um capítulo exclusivo ao assunto, onde diz que é contra a depilação íntima e enaltece os pelos pubianos, sob o argumento de que servem como uma linda cortina ao galanteio masculino, atiçam a imaginação dos amantes e criam um certo ar de mistério sobre "os tesouros privados".

E no Brasil – a onda pega?


 Por aqui, a polêmica ficou por conta da atriz Nanda Costa, que na capa da Playboy de agosto do ano passado, posou com pelos pubianos fartos e causou alvoroço, mais do que tudo por ser uma escolha fora do senso comum. No entanto, essa tendência de resgatar um visual mais natural parece estar distante dos hábitos das brasileiras. "Não percebemos nenhuma mudança nesse sentido. Isso é folclore. Algumas mulheres não depilam mesmo, por medo, por desconhecer o benefício, pelo custo ou por vergonha. Mas quando o fazem pela primeira vez, dificilmente deixam o método de lado. A região fica mais bonita, com um aspecto de pele bem cuidada e a sensação de limpeza e higiene é indiscutível", declara Regina Jordão, diretora da rede Pello Menos, com 49 lojas distribuídas no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba e Amazonas, que conta com uma clientela de 100 depilações por dia.

Depilar ou não depilar?


 Eis a questão. Além dos fatores estético e cultural, essa decisão é muito subjetiva. Mas é quase impossível falar de depilação sem associar ao aspecto da higiene, apesar dessa ligação dividir a opinião dos médicos. "O fato de algumas mulheres não se depilarem não significa que tenham menos higiene. Desde que façam higienização regularmente com sabonetes comuns ou específicos para esta região", diz a dermatologista Luciana Abbade, da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp).

Já, para a ginecologista Rose Amaral, do Ambulatório de Infecções Genitais e Vulvares do Hospital da Mulher, da Unicamp, a depilação é um fator que favorece, sim, a higiene. "Porque não retém resíduos de soluções biológicas, como suores e urina, assim como resíduos de produtos usados para higiene pós miccional, como papel higiênico, que podem acumular com mais frequência quando existe uma quantidade maior de pelos na região".

Look natural requer cuidados


 O fato de adotar um visual mais primitivo, sem se depilar, não significa uma carta de alforria em relação aos cuidados. O conforto de não precisar fazer a depilação é uma vantagem, sem dúvida, mas ao contrário do que parece, adotar o "estilo natural" também exige manutenção – simples, mas necessária. "É importante manter os pelos curtos, para isso, basta cortá-los cuidadosamente com uma tesoura", declara Rose Amaral. Além disso, a ordem é caprichar na higiene.

Proteção natural


 Assim como os cílios e as sobrancelhas, os pelos pubianos têm a função de, entre outras coisas, serem para-raios de impurezas e até prevenir doenças. "Todos os pelos têm função de proteção contra agentes nocivos externos, como produtos químicos, fungos e bactérias. Infecções sexualmente transmissíveis como herpes genital e verrugas genitais, causadas por HPV, podem ter uma "porta de entrada" facilitada nas pessoas que se depilam totalmente, uma vez que a barreira natural está ausente. Além disso, os pelos pubianos protegem contra vulvovaginites e outras infecções cutâneas desta região",
afirma Luciana Abbade.

Fonte:http://mulher.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/2014/02/13/
 

*A depilação total do púbis ("Brazilian bikini wax") parece dominar os salões de beleza e a cultura popular há dez anos, deixando as mulheres que aderem a ela totalmente (ou quase totalmente) lisas na região púbica.
Recentemente, contudo –talvez para alívio daquelas que se submetem ao procedimento doloroso–, parece que um look mais "cabeludo" vem conquistando adeptas.
Gwyneth Paltrow aludiu ao visual mais natural dos anos 1970 quando descreveu sua "região do biquíni" na turnê de divulgação de "Homem de Ferro 3". Lady Gaga posou na capa da revista "Candy" com pelos púbicos fartos. E Gaby Hoffman aparece nua, com "mata" ao natural, no filme "Crystal Fairy and The Magical Cactus" e na série "Girls".

Depilação em casa ou na clínica? Veja prós e contras de cada método

Dos métodos caseiros mais comuns, a cera é o que proporciona resultados mais duradouros
Dos métodos caseiros mais comuns, a cera é o que proporciona resultados mais duradouros

Depilação: impossível escapar desse hábito secular (dizem que até Cleópatra tinha seus truques para se livrar dos pelos indesejados). Hoje, são muitos os métodos disponíveis. No entanto, é impossível afirmar qual é o melhor – todos têm seus prós e contras, e o que vale é escolher o que melhor se adapta à sua rotina e ao seu bolso. Um ponto de partida pode ser definir se prefere se depilar em casa, com cera, lâmina o creme, ou em um consultório dermatológico, com luz intensa pulsada ou laser. Conheça melhor cada método e escolha o que mais lhe convêm.

Em casa:

- Cera depilatória
A grande vantagem deste método é que retira os pelos da raiz – ou seja, demoram mais para crescer. A cera quente é menos dolorida que a fria, pois dilata os poros e os fios saem com mais facilidade. Só que deve ser evitada por quem tem varizes. A fria – por não precisar de aquecimento - é mais fácil de ser usada em casa. Pode ser feita em qualquer parte do corpo, inclusive em áreas mais delicadas, como buço e sobrancelhas.

No dia anterior à depilação, vale fazer uma esfoliação para eliminar células mortas e facilitar o processo. No dia, evite o uso de cremes, óleos ou qualquer produto cosmético nos locais que serão depilados. Tome um banho morno antes, que também ajuda a dilatar os poros. No dia seguinte, use cremes calmantes e cicatrizantes, com ativos como aloe vera e rosa mosqueta. "Para evitar pelos encravados, evite o uso de roupas muito apertadas", indica Natasha Costa, coordenadora técnica e fisioterapeuta do The Spa, em São Paulo.

- Lâmina
É o método preferido das adeptas da depilação caseira. Rápido, prático e barato, pode ser feito no banho em apenas alguns minutos. As grandes desvantagens são que o pelo volta a crescer logo (às vezes até no dia seguinte) e que a pele pode ficar ressecada. Isso porque a lâmina, junto com o pelo, retira também o manto hidrolipídico, camada de água e gordura que protege a superfície da pele. Por isso, o método só é indicado para quem costuma manter uma rotina de hidratação. "Nunca use lâmina numa pele já ressecada", aconselha a dermatologista Edislene Viscardi, de Blumenau (SC). Outra dica para evitar o ressecamento da pele e pequenos cortes, é só usar a lâmina sobre a pele lubrificada, com espumas específicas para isso ou sabonetes. A vantagem das espumas é que elas ajudam a hidratar e deixam a pele mais macia após a depilação. Pode ser feita em pernas, virilha ou axilas. Evite raspar rosto ou braço.

- Creme depilatório
"É o melhor método para depilar pelos do rosto, como buço, por exemplo, pois não causa flacidez como a cera nem o risco de machucar, como a lâmina", diz a dermatologista Daniela Lemes, da Slim Clinique, no Rio de Janeiro (RJ). Por outro lado, pode não ser tão prático para grandes áreas, como perna, ou para quem tem pelos grossos. Sua aplicação é bem simples. Basta espalhar o produto com a espátula que vem junto e aguardar o tempo de pausa indicado na embalagem. Por fim, deve-se retirar o creme com uma toalha umedecida. O creme possui princípios ativos capazes de "dissolver" o pelo. No entanto, eles não são eliminados na raiz, o que torna o método parecido com a lâmina – eles voltam a crescer rapidamente. Só que a pele não sofre tanto desgaste quanto com a lâmina, já que os cremes trazem agregados às suas fórmulas princípios hidratantes.

No consultório

- Laser
De todos os métodos existentes, esse é, sem dúvida, o mais caro (uma sessão custa em média R$ 700, e são necessárias cerca de 4 a 6, com intervalos de 30 a 40 dias). No entanto, suas grandes vantagens são resultados mais eficientes se comparados à luz intensa pulsada (leia abaixo) e mais duradouros do que qualquer outro método. O laser emite um único feixe de luz, cujo comprimento de onda é específico para atingir seu alvo – a raiz do pelo. O calor gerado pela luz destrói o bulbo. As desvantagens são que o método não funciona para pelos brancos ou muito clarinhos (pois a luz é atraída pela melanina da raiz, inexistente em pelos brancos) e, dependendo do tipo de aparelho, não pode ser usado em peles bronzeadas ou negras. "Existe um aparelho chamado Soprano que atua de maneira um pouco diferente e pode sim ser usado com segurança para depilação em peles negras. Mas o processo é um pouco mais lento", explica Daniela Lemes. Além disso, o método não é definitivo.  Um ou dois anos depois, em média, cerca de 10 a 20% dos pelos volta a crescer, porém mais finos. Por isso, o método requer manutenção. "Muitas vezes, uma sessão apenas, como manutenção, basta", completa a médica. Outra desvantagem é ser um processo que envolve, sim, algum nível de dor. Por fim, é imprescindível buscar um médico de confiança, para evitar o risco de queimaduras.

- Luz Intensa Pulsada (LIP)
Assim como o laser, a tecnologia também age destruindo o bulbo piloso. No entanto, por ter vários comprimentos de onda diferentes, seu foco não é tão preciso quanto o do laser. Por isso, é especialmente indicada para pelos mais finos – embora possa ser usada também para os mais grossos e escuros. A vantagem é ser mais barato que o laser (embora necessite de mais sessões, o que pode acabar dando na mesma na conta final). "Além disso, geralmente a LIP dói menos que o laser, por ser um tratamento menos agressivo", diz a dermatologista Daniela Petri, de São Paulo (SP). A sessão custa, em média, R$ 400 – embora esse valor varie bastante de acordo com a área a ser depilada. São necessárias cerca de 8 a 10 sessões. A grande novidade nessa tecnologia são os aparelhos de uso caseiro. Eles prometem uma redução de 50 a 80% dos pelos depois do tratamento, e são aprovados pela Anvisa. Custam entre R$ 1.700 e R$ 3 mil.


Cremes depilatórios são práticos mas exigem cuidados básicos para não irritar a pele

Praticidade dos cremes depilatórios tem um porém: eles não removem a raiz dos pelos que crescem mais rápido que os retirados com cera
Praticidade dos cremes depilatórios tem um porém: eles não removem a raiz dos pelos que crescem mais rápido que os retirados com cera

A promessa é tentadora: basta espalhar um creme sobre a pele, esperar uns minutos e retira-lo. Junto com o produto, os pelos das pernas, braços, axilas, virilha e até do rosto vão embora. “Os cremes depilatórios funcionam porque são fabricados à base de substâncias químicas que literalmente dissolvem a haste do pelo, quebrando as ligações químicas que mantêm a sua integridade”, explica Jardis Volpe, dermatologista de São Paulo. Segundo o médico, eles não eliminam o mal pela raiz, portanto os fios aparecerão mais rápido do que quando são removidos com cera.
Tão prático e rápido quanto a boa e velha lâmina, o creme oferece a vantagem da hidratação. “A pele fica menos áspera do que quando é raspada”, diz Jardis. Porém, dependendo da sua sensibilidade aos componentes químicos da fórmula, podem surgir irritações. “Procure marcas conhecidas e siga à risca as indicações do fabricante. Faça o teste do produto em uma pequena área do antebraço para saber se você é alérgica”, aconselha Silvia de Mello, dermatologista da Clínica Ivo Pitanguy, no Rio de Janeiro. Assim como acontece quando você usa a lâmina, em poucos dias os pelos aparecem novamente, porém com um toque mais suave, porque, como foram dissolvidos e não cortados pela metade, não “espetam” ao primeiro sinal de crescimento.

Ao usar a lâmina com frequência, a haste do pelo tende a alargar e fazer com que o mesmo encrave
Ao usar a lâmina com frequência, a haste do pelo tende a alargar e fazer com que o mesmo encrave

Não tem como negar: depilar com lâmina é prático, fácil e custa pouco; além de ser uma boa alternativa quando o momento é de emergência. Mas mesmo sendo simples, é um procedimento que requer alguns cuidados para, depois, evitar os indesejáveis pelos encravados, pois, mesmo sendo retirados rente à pele, sem serem arrancados desde a raiz, os pelos raspados com lâmina podem sim encravar. "À medida que se raspa uma área com frequência, a haste do fio tende a alargar e pode ter dificuldade de romper a pele; assim, por não conseguir despontar, se encurvam embaixo da pele e ficam encravados. Áreas de muito atrito como a virilha são as mais propensas a essas complicações", explica a dermatologista Paulina Kede, do Rio de Janeiro.
As causas que levam a encravar os pelos, no entanto, vão além. Características físicas do indivíduo também contam. "A espessura e o formato do pelo, além do tamanho do poro, fazem diferença. Os pelos mais enrolados saem quase que paralelos à pele, isso dificulta o rompimento para saírem. Já os lisos, que crescem retos, rompem a pele com mais facilidade. Quanto aos poros, os estreitos tendem a dificultar a saída do pelo", justifica a dermatologista Erica Monteiro, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, que completa: "Mesmo cortando o pelo superficialmente com a lâmina, ele sempre terá dificuldade ao sair. E também podem ocorrer microferimentos com a lâmina que estimulam a formação de um processo cicatricial na saída do pelo, além das cicatrizes já formadas, e outras lesões cutâneas, que também dificultam a saída dos pelos, favorecendo que fiquem encravados. Isso acontece muito com a barba dos homens", completa a médica de São Paulo.


Atrito não é bom
 
 
Áreas que ficam constantemente "tampadas" como virilha e axila; e a região do pescoço, para os homens, requer o dobro de cuidado, pois o contato com as roupas dificulta o crescimento do pelo. "Nessas regiões, o pelo cresce mais enfraquecido e com uma tendência maior a se encurvar sob a pele", explica Paulina. E nos homens, que geralmente têm a pele mais grossa, justamente por um desgaste maior, que é fazer a barba quase que diariamente, o crescimento do pelo é ainda mais complicado. "Ao menor sinal de irritação, é importante higienizar a área com álcool a 70°. E no caso de foliculite na região do pescoço, por conta do atrito com o colarinho, um secativo indicado para acne pode controlar o problema", recomenda a esteticista Gisela Haddad, da GH Estética, de São Paulo.

Já encravou

Quando os pelos encravam, o primeiro reflexo que temos é o de tentar retirá-lo de baixo da pele, mas essa tentativa deve ser feita com muita cautela, pois pode acarretar complicações. O uso de pinças e outras ferramentas pontiagudas não é recomendado, já que corre o risco de machucar a pele, deixando marcas e manchas. Especialistas recomendam que o primeiro recurso deve ser esfoliar a região para soltar o pelo, caso não funcione, o ideal é procurar orientação de um médico. Porém se funcionar, o poro vai ficar mais aberto, portanto mais propenso a inflamações. "Nesse caso, o ideal é usar uma pomada com algum ativo antiinflamatório como aloe vera ou camomila, entre outros. Muitos géis pós-depilação contêm essas substâncias", esclarece Paulina. Mas atenção: "se ocorrer uma inflamação mais grave, é necessário o uso de antibióticos, prescritos por um médico", completa a médica.

Esfoliação: grande aliada

No ranking das pequenas atitudes que podem prevenir os pelos encravados está, disparada na frente, a esfoliação. O motivo é simples, como explica Paulina Kede: "Esfoliarajuda a diminuir a camada de células mortas, que se forma na superfície da pele, dificultando a saída dos pelos. Ao esfoliar fica mais fácil soltar aqueles que podem estar encurvados, penetrando na pele". Mas atenção, a técnica não funciona para todos. "Pessoas com a pele sensível podem irritar uma região ao esfoliar e, nesses casos, a irritação pode ser tão ruim quanto o pelo encravado", pondera Erica Monteiro, que também recomenda para as peles íntegras esfoliação com sabonetes esfoliantes ou esponja apropriada, uma ou duas vezes por semana.

Para prevenir

Tudo que facilita o sucesso da depilação é uma prevenção para que os pelos não fiquem encravados. Veja a seguir algumas dicas muito simples de se fazer no dia a dia.
- Utilize sempre uma lâmina nova, com bom corte, para evitar lesões. Para saber a hora certa de trocar, ao menor sinal de "corte cego" é melhor descartá-la.
- Passar a lâmina no sentido do nascimento dos pelos agride menos, mas por não depilar tão rente, o intervalo entre uma depilação (ou barbear) e outra será menor.
- Nunca passe a lâmina sobre a pele seca. Os homens devem utilizar uma espuma para barbear e as mulheres, se possível também, ou algum sabonete suave, que não seja tão adstringente.
- Lave a região que será depilada com água quente (sem exagero, para não desidratar a pele) – esse truque dilata o poro facilitando a saída do pelo, que por sua vez fica mais maleável com a alta temperatura.

Fotodepilação ou depilação a laser? Conheça as diferenças entre os métodos

  • Thinkstock
    Técnicas de depilação duradoras, laser e fotodepilação diferem no tipo de luz utilizada para atingir a raiz do pelo e bloquear seu crescimento Técnicas de depilação duradoras, laser e fotodepilação diferem no tipo de luz utilizada para atingir a raiz do
  • pelo e bloquear seu crescimento
Se você acha que o processo de depilação com cera ou lâmina são incômodos ou pouco práticos, provavelmente já deve ter avaliado a possibilidade de se submeter às técnicas cada vez mais populares de depilação a laser ou de fotodepilação. Os dois procedimentos têm aspectos parecidos, mas são diferentes, pois cada um usa um tipo de luz para atingir a raiz do pelo, o que é determinante para sua eficácia.

TÉCNICAS NÃO SÃO DEFINITIVAS

Embora conhecidos como métodos definitivos para a eliminação de pelos, os médicos são unânimes ao afirmar que não se tratam de técnicas definitivas, mas progressivas. “O termo depilação definitiva, na prática, está errado, tanto para um método quanto para outro. Na maioria das pacientes observamos uma redução de 80 a 90% dos pelos, depois de seis ou oito sessões. Depois é suficiente uma sessão de manutenção a cada seis meses ou um ano – dependendo do caso e da técnica utilizada – mas é necessário porque novos pelos podem nascer. Porém os fios nunca mais serão grossos como antes”, justifica a dermatologista Vanessa Metz. “O organismo tem a capacidade de produzir novas raízes e bulbos que dão origem a novas hastes, que para serem eliminados precisarão de novas sessões, mas os 10 a 20% dos pelos que ficam se transformam em fios muito finos, como penugem”, completa a dermatologista Claudia Marçal.
“O laser é uma luz com feixe reto, focado especificamente para a célula alvo. A intensidade de sua onda atinge as células germinativas da raiz dos pelos, o que o torna mais eficaz, já que impossibilita durante muito tempo que o pelo nasça e cresça”, explica a dermatologista Vanessa Metz, do Rio de Janeiro, membro da Sociedade Brasileira e da Academia Americana de Dermatologia. Já a fotodepilação é feita com uma luz difusa, não tão específica. “Trata-se de um método realizado com luz pulsada de baixa intensidade, com vários comprimentos de onda, e outras luzes não-laser, que têm efeito de enfraquecer e debilitar o pelo e seu bulbo, mas não têm a capacidade real de destruir as células germinativas da raiz dos fios. Por isso a necessidade de manutenção nas áreas já depiladas é bem maior do que com o laser”, esclarece a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP). Em tempo: por se tratar de uma luz difusa, é recomendado que os pelos sejam raspados antes da sessão de fotodepilação, assim fica mais fácil direcionar a energia para a raiz dos pelos.

Tipo de pelo e de pele mais adequado a cada método


“Os pelos grisalhos, brancos, loiros e ruivos são muito resistentes ao tratamento de fotodepilação. A justificativa é simples: deve-se à total ausência de pigmentos escuros nestes tipos de pelos. Quanto maior o contraste entre a pele e o cabelo, melhor o resultado conseguido na remoção dos pelos”, esclarece a dermatologista Jozian Quental, de São Paulo, membro da Academia Americana de Dermatologia. O laser, no geral, é mais eficaz para todos os tipos de pele, mesmo assim em alguns casos pode ser necessário um número maior de sessões se os pelos forem muito finos, claros demais ou se a pele for mais morena ou bronzeada. “A fotodepilação, por sua vez, não deve ser feita nas peles muito morenas, mulatas ou negras, pois existe o risco de provocar manchas irreversíveis”, alerta Claudia Marçal. Para a médica Jozian Quental, o procedimento não pode ser realizado sobre a pele bronzeada. “Os melhores resultados dos tratamentos de fotodepilação são conseguidos com os cabelos escuros e a pele branca. Nos tratamentos aplicados em peles sensíveis ou demasiadamente escuras, pode haver queimaduras e cicatrizes”, afirma a dermatologista, que sugere uma abstinência de sol por pelo menos 15 dias antes do procedimento.

Duração dos resultados
 Os resultados – tanto da depilação a laser quanto da fotodepilação – são relativos e variam dependendo do caso. “É muito individual e depende de algumas variáveis como, por exemplo, da região do corpo em questão, do tipo de laser empregado, da produção de hormônios, da cor da pele e da cor dos pelos”, diz Jozian Quental. “Em média, o bloqueio do nascimento dos pelos, retirado com laser, pode durar de três a cinco anos”, calcula Cláudia Marçal. Já, a estimativa de duração para a fotodepilação é de um ano, em média, sendo preciso considerar diversos fatores subjetivos, que tornam esse cálculo variável. Para a dermatologista Mônica Azulay, professora adjunta do departamento de dermatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esse prazo vai depender do aparelho utilizado para a remoção dos pelos. “No mercado encontramos aparelhos mais "fortes" e mais "fracos". Os mais fracos, normalmente, exigem mais sessões e implicam, muitas vezes, em uma redução de curto prazo dos pelos, ou seja, provocam apenas um retardamento no crescimento dos mesmos”, acredita a médica.

Pele negra: prós e contras das duas técnicas


 Quando se trata de peles negras, é preciso muita cautela, pois o laser e a luz pulsada têm afinidade pela melanina do pelo, isto é, fios escuros atraem a energia; porém, quando a pele também é escura dificulta o processo e aumenta o risco de queimaduras e cicatrizes. “A luz pulsada pode ser utilizada em peles morenas, mas não é recomendada para as negras. O risco de queimadura é grande. Entretanto, se o profissional que faz o procedimento for um dermatologista ele vai saber tratar e lidar com as eventuais complicações. Já o laser de diodo é o método mais seguro para este tipo de pele”, explica a dermatologista Mônica Azulay. “O laser é mais seguro do que a luz pulsada, para as peles muito morenas e negras, por causa do comprimento de onda da luz pulsada. O laser é direcionado para a melanina da raiz do pelo e ajustamos o pulso do disparo para pulso longo e assim é possível proteger a pele mais escura. Já a luz pulsada não tem esse ajuste tão fino além de atingir a melanina da pele e outros alvos como hemoglobina também”, conclui Vanessa Metz.

Fonte:http://mulher.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/

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