USADA CORRETAMENTE,REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA TRATA DISFUNÇÃO ERÉTIL E FALTA DE LIBIDO

Usada corretamente, reposição de testosterona trata disfunção erétil e falta de libido

Terapia para resolver os problemas depende de acompanhamento médico. A infertilidade é uma das consequências de falhas no tratamento.

A reposição de testosterona é a solução para muitos problemas, desde que feita corretamente. Homens que buscam o medicamento nesse sentido sem orientação médica — para melhorar a libido ou aumentar a massa muscular, por exemplo — ou mesmo aqueles diagnosticados com baixa produção do hormônio que seguem o tratamento sem os devidos cuidados estão sujeitos a sofrer graves consequências. O excesso do hormônio no corpo pode interferir na fertilidade masculina, às vezes de maneira irreversível.

A queda da produção de testosterona faz parte do processo de envelhecimento. É normal que o nível caia anualmente 1% a partir dos 40 anos. “O homem nos procura reclamando de falta de libido e da dificuldade de ereção, mas, se a redução estiver dentro do previsto, não adianta receitar hormônio porque não haverá melhora”, destaca o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e professor de Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alexandre Hohl. Diabetes, pressão alta e obesidade podem influenciar o apetite sexual, assim como problemas de relacionamento.

Para indicar a reposição de testosterona, deve-se chegar ao diagnóstico de hipogonadismo (baixa produção do hormônio), considerando o resultado de exames laboratoriais e as queixas do paciente. Há relatos mais raros de homens que, além da queda da libido e da disfunção erétil, sofrem com desânimo, cansaço excessivo, piora do sono, perda de massa muscular e de pelos corpóreos, problemas de memória, alteração de humor, fragilidade óssea e depósito de gordura no abdômen. “Em pacientes com mais de 40 anos, temos que excluir problemas de próstata antes de começar a reposição hormonal porque o tratamento acelera a evolução de doenças malignas ou benignas”, alerta Hohl.

Os homens saudáveis, principalmente os que ainda planejam ter filhos, devem evitar a ingestão indevida de testosterona. “Quando você ingere o hormônio sem necessidade, bloqueia a hipófise, glândula essencial para a produção de espermatozoides. Nos casos em que se usa por muito tempo, a infertilidade pode não ser reversível”, alerta o diretor da Sbem. Hohl adianta, inclusive, que o hormônio vem sendo estudado como anticoncepcional masculino.

O especialista em reprodução humana assistida Paulo Gallo, diretor do Centro de Fertilidade da Rede D’Or Vida, conta que são comuns os casos de pacientes que chegam ao consultório com a produção de espermatozoides zerada devido ao uso inadequado da reposição de testosterona. A infertilidade é constatada por meio do espermograma, exame que avalia número, mobilidade e morfologia das células reprodutoras masculinas. “O comprometimento (da reposição de testosterona) pode ser tão intenso a ponto de chegar à azoospermia, ausência total de espermatozoides”, alerta. Só neste ano, Gallo atendeu dois pacientes que tentavam ser pais e se descobriram totalmente estéreis por esse motivo.

Obrigatória

Geralmente, a infertilidade é revertida com a suspensão do medicamento, mas não imediatamente. “Demora de seis meses a um ano para obter uma resposta, pois cada ciclo de espermatogênese (produção de espermatozoide) dura aproximadamente três meses”, explica Reginaldo Martello, chefe do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e andrologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nos casos em que a baixa produção de células reprodutoras masculinas persiste, Martello sugere técnicas de reprodução assistida como inseminação artificial e fertilização in vitro.

Há casos, porém, em que a suspensão do medicamento não pode ser obedecida, como em jovens que precisam ser tratados com medicamentos à base de testosterona pelo fato dos testículos ou da hipófise não trabalharem adequadamente. Pessoas com a síndrome de Klinefelter normalmente são estéreis porque não produzem espermatozoides. Chefe do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e andrologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Reginaldo Martello acrescenta dois exemplos: “O vírus da caxumba pode atacar os testículos de maneira agressiva, levando a um hipogonadismo grave. Pacientes que perderam os testículos também precisam fazer a reposição hormonal, na maioria das vezes, pelo resto da vida.”

Martello informa que, quando o homem está com a intenção de ter filhos, a alternativa é indicar tratamentos que não interfiram na produção de espermatozoides. Utiliza-se, por exemplo, uma substância administrada em comprimido ou uma injeção que estimula a hipófise e os testículos a produzirem simultaneamente espermatozoide e testosterona. “É o mesmo medicamento indutor da ovulação na mulher. Ele estimula de maneira indireta o aumento da testoterona endógena sem prejudicar a produção de espermatozoides, mas nem sempre é eficaz”, esclarece o médico da SBU.

Em três formatos

Existem no Brasil três tipos de tratamento. O mais antigo são as injeções aplicadas mensalmente, que repõem a testosterona, mas não de maneira fisiológica. Isso porque o hormônio aumenta muito rapidamente, acima do normal, e também abaixa em pouco tempo, levando desconforto ao paciente. Apesar de ser mais cara, a aplicação trimestral resolve o problema do efeito “enche e esvazia”, pois as taxas do hormônio se mantêm estáveis por três meses. Mais recentemente, chegou ao país um gel que deve ser aplicado todos os dias nas axilas. É considerado o método mais próximo do processo natural.

Múltiplas funções

- A testosterona é um hormônio sexual masculino produzido em grande quantidade no homem e em pequena quantidade na mulher
- Dentro da barriga da mãe, enquanto o bebê se forma, o hormônio garante a diferenciação do sexo, estimulando a formação do aparelho reprodutor masculino
- Glândula do tamanho de uma ervilha que fica na base do cérebro, a hipófise produz hormônios que estimulam os testículos a começar a produzir testosterona e espermatozoides
- Na adolescência, a testosterona é responsável pelo crescimento do pênis, ganho de pelo no corpo e aumento da massa muscular
- O hormônio também está relacionado ao desejo sexual masculino e tem papel fundamental na manutenção da ereção do homem
- Com o passar dos anos, a produção de testosterona diminui. O quadro é chamado de declínio androgênico do envelhecimento masculino.

Estudo mostra que terapia com testosterona é perigosa para alguns homens

Mesmo levando em conta outros fatores de risco, o tratamento com testosterona foi relacionado a um risco maior de eventos cardiovasculares e de morte.

Os homens com mais de 60 anos tratados com testosterona para compensar alguma insuficiência deste hormônio e seus efeitos fisiológicos adversos correm um risco maior de morrer, sofrer ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC), alerta um estudo publicado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

Cientistas acompanharam 8.709 homens com deficiência de testosterona, 1.223 dos quais haviam sido tratados para aumentar as taxas deste hormônio.

Depois de três anos, 19,9% dos integrantes do grupo que não ingeriu suplemento de testosterona (com 64 anos, em média) sofreram AVC, fatal ou não, contra 25,7% nos pacientes tratados com este hormônio (com média de 61 anos).

Esta diferença de 5,8 pontos percentuais corresponde a um aumento de 29% do risco, afirmaram os autores do estudo, entre eles Rebecca Vigen, da Universidade do Texas em Dallas (sul).

A pesquisa é publicada na edição desta quarta-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA).

Mesmo levando em conta outros fatores de risco, o tratamento com testosterona foi relacionado a um risco maior de eventos cardiovasculares e de morte, afirmaram os pesquisadores.

"Estes resultados aumentam a preocupação sobre a segurança do tratamento com testosterona", sobretudo entre os homens com mais idade, escreveram os autores do estudo.

Segundo eles, o número de receitas para tratamentos com testosterona quintuplicou entre 2000 e 2011 nos Estados Unidos para 5,3 milhões de receitas, o que representa um mercado de US$ 1,6 milhão.

Esta terapia é recomendada para as pessoas com nível insuficiente de testosterona. Além da melhora da função sexual e a densidade óssea, este hormônio aumenta a massa e a força muscular.

"Não sabemos por enquanto se este risco maior diz respeito apenas a homens tratados com testosterona para suprir uma deficiência ou aos jovens, que fazem uso para aumentar sua força física, já que não tem sido feitos estudos de segurança de longo prazo sobre este tratamento", disse Anne Cappola, da Universidade da Pensilvânia, em um editorial também publicado em JAMA.

A cientista destacou que "os homens do estudo que tomaram testosterona eram mais saudáveis que os de do outro grupo, mas no entanto sofreram eventos cardiovasculares mais graves e mortais".

Segundo ela, um teste clínico que será feito com 800 homens com mais de 65 anos com deficiência de testosterona, entre os quais a metade tomará este hormônio e a outra metade, um placebo durante um ano, poderá fornecer informação valiosa sobre o risco deste tratamento.

Na espera destes resultados, "os médicos e os pacientes devem ter cuidado", recomendou Cappola.

"Barriga de chope" pode ser baixa de testosterona

Estudo alemão aponta que reposição hormonal em homens reduz peso naqueles com circunferência abdominal maior que 94cm. Tratamento, no entanto, ainda é considerado polêmico entre especialistas.

Amsterdã – Não são apenas as mulheres que sofrem com a oscilação de hormônios. Os homens também. E a velha e saliente “barriguinha de chope” deles pode ser um sinal de baixa taxa de testosterona e um gatilho em potencial para doenças do coração, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Como é um dos principais sintomas da baixa taxa de hormônio masculino, a barriguinha, que nem sempre é causada pela ingestão de bebida alcoólica, foi reduzida com reposição hormonal, diminuindo os riscos de doenças do coração. Esse é o resultado de um estudo alemão, prestes a ser publicado no jornal científico Mundial Urology. Polêmico, o tema foi apresentado no início do mês no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Amsterdã.
Estudo alemão aponta que reposição hormonal em homens reduz peso naqueles com circunferência abdominal maior que 94cm. Tratamento, no entanto, ainda é considerado polêmico entre especialistas
Com autorização dos pesquisadores, o endocrinologista alemão Farid Saad foi quem apresentou o estudo durante o congresso. De acordo com ele, a pesquisa é inédita no mundo e procurou relacionar o baixo nível de testosterona com as doenças cardiovasculares. Para isso, 40 homens, entre 59 e 70 anos, que apresentavam baixo nível de testosterona foram acompanhados durante cinco anos. Eles se submeteram a um tratamento de reposição hormonal. “A medicação usada tinha como objetivo estabilizar a testosterona, aumentando a massa magra do indivíduo e diminuindo a gordura”, comentou o endocrinologista, que é diretor médico global de saúde masculina do laboratório Bayer. Ele explicou que quem tem a “barriguinha de chope”, são homens com uma circunferência abdominal maior que 94 centímetros.

“A barriga é um dos sintomas da baixa taxa de testosterona, somado ainda a fatores como a diminuição do interesse sexual, problemas de ereção, baixa vitalidade e depressão”, afirmou Farid, explicando ainda que, para os problemas cardiovasculares, os principais fatores de riscos são a obesidade, hipertensão, resistência à insulina e triglicérides alto. “Homens com baixa testosterona apresentam pelo menos três desses fatores”, diz.

O baixo nível do hormônio aparece em qualquer idade, mas, segundo Farid, é mais comum acima dos 45 anos. “Vimos que durante os cinco anos de tratamento com reposição hormonal injetável, que fica no organismo durante três meses, eles conseguiram perder mais de 15 quilos, ou seja, reduziram a circunferência abdominal, conseguindo diminuir o risco de doenças cardiovasculares de forma indireta”, comenta.

O médico diz ainda que, para perder a barriguinha, as atividades físicas muitas vezes não são motivantes o suficiente. “A pessoa tende a perder a motivação muito rápido e recuperar toda a gordura localizada em pouco tempo.”

EXPERIÊNCIA COM SUÍNOS 

O coordenador de Relações Institucionais da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, Márcio Jansen de Oliveira Figueiredo, lembra que uma pesquisa espanhola, apresentada em Brasília no ano passado e ainda em andamento, apontou que porcos que receberam duas latas de cerveja por dia não eram mais pesados dos que não tomavam bebida alcoólica. “Por isso, quando falamos em barriguinha de chope nem sempre ela está associada à ingestão de álcool. O aumento da cintura, claro, faz crescer o risco das doenças cardiovasculares.” Figueiredo reconhece que emagrecer é sempre muito difícil, e pela reposição hormonal, talvez seja mais fácil, porém ele adverte: “É preciso mais estudos para se tirar conclusões.”

Na opinião do cardiologista Marcus Vinícius Bolívar Malachias, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, trata-se de uma questão polêmica. “A reposição hormonal nada mais é do que os famosos anabolizantes que são capazes de queimar a gordura e aumentar a massa corporal”, afirma, acrescentando que eles se proliferaram de forma negativa na sociedade. “Com o uso da testosterona realmente perde-se gordura, mas a longo prazo pode não ser benéfico. Pode haver aumento das chances de esse homem desenvolver doenças do fígado e câncer de próstata, o que gera uma grande discussão no meio médico.”

TESTOSTERONA

Todos os homens produzem testosterona, que é o hormônio sexual masculino mais importante. Ele atua em várias áreas do organismo, sendo responsável pela manutenção de músculos, ossos, gorduras, espermatogênese, e de comportamentos como libido, agressividade e emoções. Aproximadamente 20% dos homens com mais de 50 anos têm nível baixo desse hormônio. A testosterona é produzida quase toda nos testículos numa quantidade de 5mg a 7mg por dia.
É sintetizada a partir do colesterol e secretada pelos testículos em resposta ao hormônio luteinizante (LH), que é liberado pela adeno-hipófise com o hormônio folículo-estimulante (FSH) e a prolactina. Considera-se normal quando o nível de testosterona dosado no sangue fica entre 300mg/dl e 1050mg/dl. Os níveis estão sempre variando dependendo da hora do dia
ou da noite. Por isso, uma dosagem baixa deve ser confirmada por novo exame feito em outro
momento do dia.

CAUSAS

A deficiência de testosterona pode ser devido a problemas dos testículos, como diminuição da circulação arterial ou por alterações do mecanismo de controle hormonal do organismo. As manifestações mais comuns são diminuição da massa muscular, aumento da gordura abdominal, diminuição da densidade óssea (osteoporose), diminuição do interesse por sexo, piora da qualidade e da frequência das ereções, diminuição da força física, mudança do perfil lipídico no sangue, queda na sensação de bem-estar, cansaço, fraqueza, desinteresse intelectual, depressão, insônia e mau humor.

Tipos de tratamento

O tratamento deve reproduzir as oscilações normais da testosterona e dos seus metabólitos. A reposição hormonal só é indicada quando as queixas clínicas forem compatíveis com o exame físico e os achados laboratoriais. Nem todos os homens se enquadram nessas condições. É necessário que as dosagens hormonais comprovem o quadro clínico do paciente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia 
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/09/24/

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